JUSTIÇA
Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse
Por JB JURÍDICO
[email protected]
Publicado em 11/09/2026 às 09:40
Alterado em 11/09/2026 às 17:18
Flávio Bolsonaro Foto: Folhapress / Mateus Bonomi
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a possível participação do senador Flávio Bolsonaro em irregularidades relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e contou com o aval da Procuradoria-Geral da República.
Segundo a PF, há suspeita de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenha disponibilizado R$ 61 milhões para a produção a pedido do senador. O caso também inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, apontado como possível beneficiário de parte dos recursos analisados pelos investigadores.
Suspeitas de crimes financeiros
No pedido encaminhado ao STF, a Polícia Federal menciona indícios de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos. A apuração foi vinculada ao inquérito que investiga fatos derivados da Operação Compliance Zero, voltada a apurar fraudes financeiras bilionárias e suspeita de corrupção envolvendo agentes públicos e o grupo ligado ao Banco Master.
A existência da investigação veio à tona após Mendonça levantar o sigilo de procedimentos relacionados ao caso, a pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Ainda assim, o conteúdo específico do inquérito permanece sob sigilo, assim como parte das diligências em andamento.
Áudios e delação ampliam o caso
A ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou repercussão depois da divulgação, pelo portal The Intercept Brasil, de áudios em que o senador aparece pedindo recursos para a produção de Dark Horse. Desde então, Flávio não nega a autenticidade das gravações, mas afirma não haver irregularidade em buscar financiamento privado para o filme sobre o pai.
Na mesma semana, Mendonça homologou a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, apontado como responsável por repasses em dinheiro vivo relacionados à produção. A defesa de Flávio Bolsonaro foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização da apuração. (matéria ampliada com informações da Agência Brasil)