JUSTIÇA

TSE fará nova reunião com embaixadores para explicar a urna eletrônica

A Corte busca reforçar a transparência do sistema eleitoral após novas declarações de Flávio Bolsonaro

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 27/07/2026 às 16:01

Alterado em 27/07/2026 às 16:01

Kassio Nunes Marques é o presidente do TSE Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais. O objetivo é explicar, mais uma vez, o funcionamento da urna eletrônica brasileira e do sistema eleitoral do país, em uma ação que o tribunal classifica como parte das iniciativas de transparência voltadas à comunidade internacional.

O encontro será realizado na sede do TSE e contará com a participação do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que voltará a detalhar aspectos técnicos do processo de votação. A reunião dá continuidade a uma estratégia de comunicação institucional adotada pelo tribunal em meio ao aumento de questionamentos públicos sobre a segurança das eleições.

Declarações sobre Smartmatic voltam a ser negadas

A movimentação do TSE ocorre após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, repetir uma linha de ataque já usada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem apresentar provas, ele afirmou a embaixadores que muitas urnas utilizadas no Brasil seriam da Smartmatic, empresa associada ao sistema eleitoral venezuelano.

O TSE reagiu publicamente para desmentir a informação e reiterar que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares para as eleições brasileiras. Segundo o tribunal, as urnas foram projetadas por servidores da Justiça Eleitoral e produzidas por empresas contratadas por licitação pública, e a suposta ligação com a empresa estrangeira já foi negada diversas vezes ao longo dos últimos anos.

Missão internacional acompanhará as eleições de outubro

O episódio foi visto por críticos e especialistas como uma retomada da estratégia usada por Jair Bolsonaro, que questionou repetidamente a segurança das urnas eletrônicas e, em 2022, chegou a reunir embaixadores para apresentar acusações posteriormente classificadas pela Justiça Eleitoral como infundadas.

Em nota, o TSE informou ainda que as eleições brasileiras serão acompanhadas por uma Missão de Observadores Eleitorais formada por representantes da União Europeia, OEA, Parlasul, Carter Center, Uniore e Rojae-CPLP. As entidades devem monitorar o pleito de outubro e contribuir para a observação internacional do processo eleitoral no Brasil. (com informações da Agência Brasil)