JUSTIÇA

STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 02/01/2026 às 14:36

Alterado em 02/01/2026 às 14:38

Golpistas picham a estátua da Justiça, em frente à sede do STF, em Brasília (arquivo) Foto: Folhapress

Por Lucas Pordeus León - O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro - exigindo um golpe militar - invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.

Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento Democracia Inabalada: 8 de janeiro Um dia para não esquecer. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.

No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição 8 de janeiro: Mãos da Reconstrução, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF.

Em seguida, será exibido o documentário Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução no Museu do próprio tribunal.

A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda Um dia para não esquecer, no salão nobre do Supremo.

Golpe de Estado
Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a face visível de um movimento subterrâneo que articulava um golpe de Estado.

Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.

Atos golpistas
Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.

Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.

Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.

Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022.

Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições. (com Agência Brasil)