JUSTIÇA

Moraes defende que redes sociais sejam responsáveis por conteúdos que geram 'frutos econômicos'

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Por JORNAL DO BRASIL com Agência Estado
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Publicado em 02/02/2024 às 07:42

Alterado em 03/02/2024 às 09:19

Alexandre de Moraes Foto: Nelson jr./STF

Lavínia Kaucz - O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a defender que as plataformas digitais sejam responsabilizadas por conteúdos impulsionados por algoritmos. “Os provedores devem ser responsáveis por aquilo que ganham frutos econômicos”, disse o magistrado na abertura do ano judiciário da Justiça Eleitoral.

O ministro deu um recado ao Congresso ao afirmar que o Legislativo atue na regulação das redes sociais. “Faz-se necessário uma regulamentação não só do TSE, porque essa será feita. Como foi feita em 2022, será realizada em 2024”, disse.

Moraes ainda afirmou que a discussão sobre regulamentação das plataformas não deve ser apenas nacional e defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) entre no debate. “Há 35 países que já regulamentaram as redes sociais sem qualquer risco à liberdade de expressão”, disse o ministro.

“Não é mais tempo de ingenuidade por parte das autoridades de se entender que as big techs são grandes depósitos de notícias sem qualquer responsabilidade”, declarou.

Diante dos desafios com a desinformação nas redes, o ministro defendeu um novo “equacionamento das regras eleitorais” para a defesa da democracia. Ele criticou a falta de transparência na metodologia dos algoritmos, o “induzimento do eleitorado” e a “utilização perigosa de inteligência artificial durante as eleições”.

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