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Marcio Canella, da turma do Flavio Bolsonaro, é preso, de novo, pela Polícia Federal

A investigação apura um esquema bilionário com postos de combustíveis e suspeita de participação de agentes públicos

Por INFORME JB

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e ex-deputado estadual, alvo da polícia

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o ex-deputado estadual Márcio Canella e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, na Operação Unha e Carne 8. A ação é um desdobramento de fases anteriores da investigação e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esquema investigado

Segundo o reportado pelo G1, a PF informou que o objetivo é desarticular uma organização criminosa armada suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. A apuração também aponta indícios de corrupção ativa e passiva, formação de cartel e participação de agentes públicos.

Os investigadores afirmam que o grupo contava com articulação político-institucional e que a rede de postos teria movimentado recursos de forma incompatível com a atividade declarada. A defesa de Canella informou que só vai se manifestar após ter acesso aos autos.

Mandados e medidas judiciais

Na operação desta quinta, foram cumpridos seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Além das prisões, Moraes determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas, a maioria postos de gasolina. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os agentes civis citados na apuração.

Origem da investigação

A investigação começou a partir de um relatório de inteligência do Coaf, que apontou movimentação de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Na fase anterior, em julho, Canella e Amim já haviam sido alvos de buscas dentro do mesmo inquérito.

A PF afirma que os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros crimes que venham a ser identificados ao longo das diligências. O caso se insere no contexto das determinações do STF no âmbito da ADPF 635, que prevê apurações sobre relações entre agentes públicos e facções criminosas. (reportagem ampliada com informações do G1)

E a pergunta que não quer calar:

Por que a Justiça permitiu que um sub judice da estirpe do Canella disputasse os votos dos fluminenses?

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