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Casas Bahia fecha em Ipanema e mais 297 lojas no país, com demissão de 1,9 mil

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Por GILBERTO MENEZES CÔRTES
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Publicado em 15/08/2026 às 08:09

Alterado em 15/08/2026 às 14:37

Loja da Casas Bahia fechada Foto: Gilberto Menezes Côrtes

A filial Ipanema da Casas Bahia, da Rua Visconde de Pirajá, 161, fechou as portas nesta sexta-feira (14). O pacote drástico de redução de custos da empresa, que amarga prejuízos há vários trimestres, atingiu outras 297 filiais em todo o Brasil, causando a demissão de 1,9 mil funcionários.

Na Zona Sul carioca, já não havia lojas em Copacabana. Restavam a de Ipanema, onde já funcionou o Bamerindus (e depois o HSBC, que comprou o banco de Curitiba nos anos 90, vendido ao Bradesco), e a unidade do Catete.

Excetuando a Zona Norte, estão mantidas apenas duas lojas que atendem a comunidade da Rocinha: na Estrada da Gávea, 1, e no lado de São Conrado.

Concorrência da internet

As lojas físicas de móveis e eletrodomésticos estão desaparecendo dos bairros, pelo alto custo de locação e a concorrência, bem mais eficiente, das vendas pela internet.

Há cinco anos, o Ponto Frio, que já integrou o grupo da Casas Bahia, fechou as portas no Bar Vinte, em Ipanema, onde se instalou, ano passado, a churrascaria Pobre Juan.

Resistem, na Visconde de Pirajá, 151, a loja do Magazine Luiza, e na Praça N. Sra da Paz, a Casa & Vídeo, além de três filiais das Lojas Americanas. A maior delas, no número 526 da Visconde de Pirajá, foi reformada há uma semana.


Hermès, das bolsas e acessórios de couro, foi para a Barra da Tijuca Foto: Gilberto Menezes Côrtes

Hermès sai de Ipanema para Village Mall

Por sinal, o comércio de luxo da Rua Garcia D'Ávila, ícone do quarteirão de charme de Ipanema, sofre mais um baque esta semana com o término da mudança da sofisticada loja Hermès, na esquina com Redentor.

O grupo francês vai seguir os passos da grife de luxo Louis Vuitton, que deixou a Garcia D'Ávila há três anos para se instalar no shopping Village Mall, na Barra da Tijuca.

'Lava-jato' de Cabral mudou perfil

Um fato que mudou a concentração do comércio de artigos de luxo na Garcia D'Ávila foi o escândalo da operação 'lava-jato' contra o ex-governador Sérgio Cabral

Parte das propinas recebidas era convertida em artigos de luxo da Louis Vuitton e da Hermès, além de objetos de ouro. Desfeito o castelo de cartas, entraram em crise e fecharam as portas as filiais da Garcia da Antônio Bernardo Joias, da Amsterdam Joias e da H. Stern.

Opportunity comprou áreas das lojas

O fundo Imobiliário Opportunity adquiriu os terrenos onde eram instaladas duas filiais da Amsterdam Joias, mais o prédio da esquina onde funcionou filial da Nike, e está concluindo a demolição do anexo da H. Stern, com entrada pela Garcia D'Ávila, para erigir o Garcia 111, gigantesco prédio de 22 andares corridos para aluguel corporativo.

H. Stern terá reforma

Por sinal, o prédio de 12 andares da H. Stern, com entrada pela Visconde de Pirajá, vai ser reformado pela Atiê, para se ajustar ao imenso bloco de construção, em fase de fundações pelo lado da Visconde de Pirajá. Enquanto a demolição dos três últimos andares do anexo não termina.


Loja da Havaianas: fila de turistas na porte Foto: Gilberto Menezes Côrtes

A vez do pé de chinelo da Havaianas

O efeito foi uma mudança drástica no fluxo de consumidores na Garcia D'Ávila. Há dois anos, eram comuns as caravanas de turistas japoneses e chineses que desembarcavam na calçada da direita da rua para um tour de compras na H. Stern e eventuais esticadas na Hermès e na Louis Vuitton.

A antiga loja do grupo LVMH foi ocupada por uma filial da ótica Zerezes, que guarda bom movimento, como a Farm ETC e a Granado.

Mas o que chama a atenção é o vai e vem de vans de um público de turistas mais classe média que entra em filas na Havaianas Concept para comprar exemplares da prosaica sandália, que virou ícone global, e objetos de moda praia.

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