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Polícia apreende arma atribuída a Bolsonaro em blitz no DF
Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 16/06/2026 às 16:50
Alterado em 16/06/2026 às 16:50
Alexandre de Moraes Agência Brasil
A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu nesta segunda-feira, 15, uma arma de fogo atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A ação ocorreu durante uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília, quando um veículo oficial da Presidência da República foi abordado pelas autoridades.
O motorista informou que fazia parte da equipe de segurança do ex-presidente e disse que levaria o equipamento para reparos. A presença da pistola chamou a atenção do policial responsável pela abordagem, que também encontrou um carregador no automóvel. O sargento que dirigia o carro acabou sendo conduzido à delegacia por portar uma arma sem o respectivo certificado de registro.
STF cobra explicações da defesa e da segurança
Após a comunicação dos fatos ao Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro e a equipe responsável pelas revistas de acesso à residência do ex-presidente prestem esclarecimentos em até 24 horas. Na decisão, o magistrado questionou a razão de o condenado manter uma arma de fogo em casa e também o motivo de ter solicitado reparos no equipamento às vésperas do encerramento do prazo da prisão domiciliar humanitária.
O policial relatou que o sargento Estácio Leite da Silva Filho fechou o vidro do veículo de forma repentina ao perceber que a arma havia sido notada. Inicialmente, o militar afirmou que a pistola estava registrada em sua funcional, mas a checagem feita pela abordagem não encontrou o registro do equipamento em nome dele. Depois, ele admitiu que a arma pertencia a Bolsonaro.
Presidência nega vínculo do sargento com o GSI
Em nota, a Presidência da República afirmou que o sargento não integra o quadro do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo o governo, a segurança de ex-presidentes é realizada por servidores livremente indicados pelos ex-mandatários, enquanto o GSI fica responsável apenas pela capacitação desses servidores e pelo fornecimento de veículos oficiais.
De acordo com o relato do militar, a pistola teria sido entregue horas antes para a realização de um reparo no percursor. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado. O caso segue sob análise e adiciona novo capítulo à pressão judicial sobre o ex-presidente e sua equipe de apoio.