EDUCAÇÃO

Professora usa IA para mostrar alunos no futuro e vídeo viraliza

A atividade emocionou crianças de 9 e 10 anos e abriu debate sobre o uso pedagógico da inteligência artificial

Por JB EDUCAÇÃO
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Publicado em 15/10/2026 às 16:13

Alterado em 15/10/2026 às 16:13

. Agência Brasil

A professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP), usou inteligência artificial para transformar as fotos de seus alunos de 9 e 10 anos em imagens de como eles poderiam estar no futuro, exercendo as profissões que disseram desejar. A proposta, feita com auxílio do ChatGPT, reuniu sonhos como jogador de futebol, astronauta, veterinária, bailarina, cantor e artista.

O vídeo com as reações das crianças ganhou grande repercussão nas redes sociais e se espalhou rapidamente. Para a docente, a iniciativa foi uma forma de fazer os estudantes se sentirem vistos, valorizados e capazes de imaginar possibilidades para além do presente.

IA como ferramenta de estímulo na escola

Giovanna explica que seu objetivo não foi apenas usar uma tecnologia nova, mas criar uma experiência significativa para os alunos. Segundo ela, despertar a curiosidade, fortalecer a autoestima e ampliar os horizontes das crianças faz parte do papel do professor em um cenário cada vez mais digital.

A educadora também destacou que pretende buscar mais formação na área e que gostaria de inspirar outros professores a explorar metodologias criativas. A experiência, segundo ela, mostra que recursos digitais podem aproximar o conteúdo escolar da realidade dos alunos quando usados com intencionalidade pedagógica.

Formação docente e uso responsável da tecnologia

Especialistas ouvidos no texto defendem que a escola acompanhe as mudanças tecnológicas sem perder o foco humano e social da educação. A diretora Kassula Correa ressalta que estudantes precisam aprender a transformar informação em conhecimento, identificar fake news e lidar com os riscos do ambiente digital.

Já o professor Marcio Luiz Dias, que atua na formação continuada de docentes, afirma que a capacitação é essencial para que a inteligência artificial deixe de ser apenas um recurso mecânico e passe a ser usada de forma crítica, colaborativa e alinhada à prática pedagógica. Para ele, a IA pode automatizar tarefas repetitivas e liberar tempo para planejamento e acompanhamento dos estudantes.

O papel insubstituível do professor

No relato de outro educador ouvido na reportagem, a IA aparece como apoio para criar conteúdos, adaptar atividades, elaborar avaliações e desenvolver jogos educativos. Ainda assim, a mediação humana continua central, já que a escolha da melhor estratégia depende da leitura que o professor faz da turma, de suas necessidades e de seu percurso de aprendizagem.

Os especialistas reforçam que a tecnologia pode ampliar o alcance do ensino, mas não substitui sensibilidade, pensamento crítico, responsabilidade e orientação ética. O uso mais eficiente da IA, segundo eles, ocorre quando há objetivo claro e intencionalidade pedagógica.

MEC prepara novas diretrizes para a IA na educação

O Ministério da Educação informou que deve publicar em breve uma resolução sobre o uso de inteligência artificial nas escolas. A proposta é ampliar o uso pedagógico da tecnologia, preservar a autonomia dos professores e garantir proteção aos estudantes.

Segundo o MEC, a ideia é estabelecer diretrizes claras e oferecer segurança jurídica para que redes de ensino adotem ferramentas digitais de forma segura, inclusiva e responsável. O país também avança na conectividade das escolas públicas, com a maioria das unidades já conectadas dentro dos parâmetros adequados de qualidade. (com informações da Agência Brasil)