DIREITOS HUMANOS
Em SP, Grito dos Excluídos questiona invisibilidade dos vulneráveis
Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 08/09/2024 às 10:22
Grito dos Excluídos: contra exclusão social Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Bruno Bocchini - A 30ª edição do Grito dos Excluídos, realizada na manhã desse sábado (7), feriado do Dia da Independência, questionou a invisibilidade das pessoas em situação de vulnerabilidade. O ato teve como tema "Todas as Vidas Importam, mas Quem se Importa?"
Desde as 8h, moradores de rua, religiosos, militantes, imigrantes, membros de movimentos sociais e sindicais começaram a se reunir na Praça da Sé, na capital paulista, para pedir urgência no atendimento das necessidades dos excluídos, como a população em situação de rua e a carcerária.
"Estamos aqui denunciando a exclusão social e ao mesmo tempo sendo um sinal de resistência na construção de uma sociedade justa, igualitária, fraterna, e solidária. Lembramos sempre a necessidade de a gente ter um novo modelo [de sociedade]. Esse modelo não nos serve", disse Paulo Pretini, que participa da organização do ato em São Paulo.
"É inaceitável conviver com pessoas tendo dificuldade para se alimentar, dificuldade para moradia, para ter trabalho, a gente precisa de fato criar uma outra sociedade muito mais fraterna e solidária", acrescentou.
Entre os movimentos sociais presentes estavam a Central de Movimentos Populares (CMP), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos Por Barragens, a Pastoral dos Moradores de Rua, a Marcha Mundial das Mulheres, e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
"A gente precisa de políticas públicas efetivas para essa população, para os excluídos, que façam um enfrentamento, que barrem que a pobreza chegue à extrema pobreza", destacou Luciana Carvalho, da Rede Rua.