DIREITOS HUMANOS

Frente Parlamentar vai apoiar imigrantes e refugiados em Niterói

As reuniões da Frente Parlamentar serão públicas e abertas à sociedade civil

Por JORNAL DO BRASIL com Alma Preta Jornalismo
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Publicado em 07/12/2023 às 08:18

Alterado em 07/12/2023 às 08:18

Integrantes da Frente Parlamentar de poio a negros imigrantes e refugiados de Niterói Divulgação

Patrícia Santos - A Frente Parlamentar de Acompanhamento à População Imigrante e Refugiada, lançada oficialmente na Câmara Municipal de Niterói (RJ), tem como objetivo apoiar e criar espaços de debate e elaboração de políticas públicas destinadas a estrangeiros.

O evento de lançamento da Frente contou com a presença ativa do Movimento Organizado de Imigrantes Negros de Niterói, representado pela Associação Lu Ñepp Bokk, que reúne cerca de 50 senegaleses, guineense e malianos. Os estrangeiros apresentaram as dificuldades que enfrentam na cidade. O racismo e xenofobia foi um ponto em comum entre todos.

Durante a reunião, a vereadora Benny Briolly (PSOL) e presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Frente Parlamentar falou sobre a construção de políticas inclusivas e a criação de oportunidades de vida e emprego para estrangeiros.

“O encontro foi de suma importância para a construção de uma política inclusiva em Niterói, voltada ao acolhimento e à criação de oportunidades para todos que optaram por viver em nossa cidade. Juntos, buscamos a formulação de políticas públicas destinadas a oferecer apoio, assistência e garantia de direitos para a população imigrante”, disse.

A associação está sob a liderança do consultor de imagem e técnico em moda Ousmane Mbaye, reconhecido por sua liderança e luta por direitos civis e sociais. Ele também falou sobre medidas inclusivas e quais são os interesses de estrangeiros no Brasil.

“Nós não buscamos benefícios, mas sim uma possibilidade de trabalho e respeito. Estamos regularizados no Brasil e gostaríamos de nos sentirmos como cidadãos. Precisamos da ajuda de vocês para que consigamos enfrentar os desafios diários da vida de imigrantes. Por exemplo, a maioria de nós trabalha como camelô e não consegue a licença por burocracias, que muitas vezes são pautadas por preconceitos”, explicou.

As reuniões da Frente Parlamentar acontecerão periodicamente e serão públicas e abertas para participação da sociedade civil.

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