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Lula nomeia Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. para o TCU

Senador foi aprovado com ampla maioria no Congresso e vai ocupar a cadeira deixada por Bruno Dantas

Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 29/09/2026 às 16:29

Alterado em 29/09/2026 às 16:32

Rodrigo Pacheco Foto: Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, na última segunda-feira (28), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União. A indicação já havia passado pelo Congresso com ampla maioria, após tramitação acelerada e apoio político de lideranças do Senado.

Aprovação no Congresso ocorreu com folga

No início do mês, a indicação foi aprovada pelo Senado Federal por 63 votos a favor e quatro contra. Na Câmara dos Deputados, o placar foi ainda mais expressivo: 404 votos favoráveis e 61 contrários. O processo avançou de forma rápida por meio de requerimento de urgência, o que encurtou as etapas previstas inicialmente.

Antes de chegar ao plenário, Pacheco deveria ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Sociais, mas a votação foi adiantada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teve papel central na construção do consenso entre os parlamentares e celebrou o resultado da articulação.

Vaga no tribunal e contexto político

Pacheco vai assumir a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto. A movimentação encerra uma etapa de especulações políticas sobre o futuro do senador, que havia sido cotado por Lula para disputar o governo de Minas Gerais, mas recusou a proposta.

Depois de dizer não ao convite para a disputa estadual, Pacheco chegou a sinalizar saída da vida pública. Agora, a nomeação para o TCU redefine sua trajetória no cenário político e institucional, em um cargo de destaque na fiscalização das contas públicas.

Como é formado o TCU

O Tribunal de Contas da União é composto por nove integrantes. Três são indicados pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e outros três pela Presidência da República, com aval do Senado. Entre as vagas de indicação do Executivo, duas vêm de nomes da carreira de auditores do TCU e do Ministério Público de Contas.

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