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Leia a íntegra do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa quinta-feira

Apesar da melhora nacional, feminicídios e mortes por intervenção policial aumentaram no último ano

Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 24/07/2026 às 08:52

Alterado em 24/07/2026 às 09:03

Detalhe da capa do calhamaço na forma digital Foto: reprodução

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o Brasil registrou 19,1 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2025, abaixo da marca de 20 pela primeira vez desde o início da série, em 2012. No total, foram 40.775 ocorrências, redução de 8,2% em relação a 2024, quando haviam sido contabilizadas 44.127 mortes.

O indicador reúne homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, além de policiais mortos em serviço ou fora dele. Desde 2012, quando a taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes, a tendência geral é de queda, embora o cenário siga preocupante em várias regiões do país.

Quais crimes caíram e quais cresceram

Entre os crimes analisados, houve recuo nos casos de homicídio doloso, com queda de 10%, de latrocínio, com baixa de 17%, e de lesão corporal seguida de morte, com redução de 15,2%. Esses resultados ajudam a explicar a melhora no índice nacional de violência letal.

Por outro lado, o relatório aponta alta nas mortes por intervenção policial, que cresceram 5,4%, e nos feminicídios, que avançaram 4%. O dado reforça que parte da violência continua ligada à atuação das forças de segurança e à persistência da violência contra a mulher.

Estados que subiram e estados que recuaram

Apesar da queda nacional, sete unidades da federação apresentaram aumento nas mortes violentas intencionais em comparação com o ano anterior. Os maiores crescimentos ocorreram no Rio Grande do Norte, em Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Na outra ponta, diversos estados registraram reduções expressivas, com destaque para Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Também tiveram queda Piauí, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo, entre outros, o que mostra forte desigualdade na evolução da violência pelo país.

Feminicídio atinge recorde de proporção

O Anuário revela que 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil em 2025 foram mortas por razões de gênero, o maior percentual desde a inclusão do feminicídio no Código Penal, em 2015. Foram 1.571 vítimas no ano, o equivalente a 4,3 mortes por dia, com taxa nacional de 1,4 por 100 mil mulheres.

As tentativas também cresceram: 4.189 mulheres sobreviveram a episódios de feminicídio, aumento de 5,9% em relação a 2024. Somando casos consumados e tentados, Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, enquanto Sudeste, Nordeste e Sul registraram níveis mais baixos de violência letal de gênero. (com informações da Agência Brasil)

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