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UFRJ concederá diploma póstumo de Economia a Stuart Angel, na próxima terça-feira

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Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 05/07/2026 às 16:39

Alterado em 05/07/2026 às 16:40

A jornalista Hildegard Angel, irmã de Stuart, com o reitor Roberto Medronho, da UFRJ Foto: divulgação

A UFRJ concederá ao saudoso ex-estudante Stuart Angel o diploma póstumo do curso de Economia, na próxima terça (7), às 16h30, no Salão Dourado do Palácio Universitário, no Campus da Praia Vermelha. Stuart Angel não pôde concluir o curso porque foi preso, brutalmente torturado e assassinado pela ditadura militar em 1971. Amigos, amigas e a irmã de Stuart, a jornalista Hildegard Angel, já confirmaram presença, a convite do reitor Roberto Medronho.

Filho do ex-ministro do Trabalho e ex-presidente da Superintendência da Reforma Agrária no governo Jango, João Pinheiro Neto - preso e cassado por ato institucional, em abril de 1964 -, o economista Henrique Pinheiro, produtor executivo do documentário “Terra Revolta-João Pinheiro Neto e a Reforma Agrária”, comenta que a homenagem "já deveria ter acontecido há mais de meio século".

"Stuart não estará lá. Porque foi assassinado pela ditadura militar em maio de 1971. Sua mãe, Zuzu Angel, passou anos à procura do filho. E foi, justamente, aí que nasceu uma das histórias mais comoventes da resistência à ditadura. Zuzu Angel poderia ter escolhido o silêncio. Poderia ter se recolhido à dor. Poderia ter aceitado a versão oficial. Não aceitou", ressalta Pinheiro Neto.

A mãe, que dedicou os últimos anos da vida à busca da verdade sobre o destino do filho, tornou-se mais uma vítima da ditadura. Mas a história não terminou ali. Se a ditadura matou Stuart e mais tarde calou Zuzu Angel, não conseguiu destruir a memória da família. Essa missão foi assumida por Hildegard Angel, irmã de Stuart e filha de Zuzu.

"Ao longo de décadas, Hildegard transformou a preservação da memória do irmão e da mãe em uma verdadeira causa de vida. Como jornalista e escritora, reuniu documentos, concedeu entrevistas, participou de debates públicos e ajudou a impedir que uma das histórias mais dolorosas da ditadura brasileira fosse esquecida", diz Pinheiro Neto.

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