Na Itália, 6 em cada 10 empresas de turismo temem fechamento

Uma nova pesquisa do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat) mostrou que cerca de seis em cada 10 empresas do setor de turismo, entretenimento e cultura temem não sobreviver após a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

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Setor do turismo foi duramente afetado por causa da pandemia (Foto: Ansa)

O relatório apresentado nesta sexta-feira (04) pelo Istat para a Comissão de Orçamento do Senado ainda mostra que 57,8% das empresas de hotelaria e 66,5% daquelas que atuam no setor de alimentação - sejam restaurantes ou não - também estão temendo pelo futuro.

Quando analisados todos os setores econômicos, 38% das empresas informaram que veem sérios riscos para suas operações no curto prazo, ainda em 2020.

No documento, a instituição ressalta que a emergência da Covid-19 acabou "desorientando" uma parcela significativa das empresas no setor de turismo, sobretudo, entre aquelas de pequeno porte. Em particular, diz o relatório, cerca de uma empresa a cada três que atua com cultura, esporte ou entretenimento não conseguiu implantar nenhuma estratégia de resposta à crise, um índice que cai para menos de 20% nos setores de alimentação e nos serviços de hospedagem.

O Istat pontua que a queda no setor do turismo tem impactos para toda a economia italiana e que a retração vista em outros setores é diretamente afetada pelos problemas turísticos, desde a indústria de alimentos, bebidas e tabaco (-13,9%) até os serviços imobiliários (-9,3%).

Os números seguem na linha de um levantamento realizado pelo Istat entre março e junho, que mostravam que seis em cada 10 hotéis e restaurantes não descartavam o fechamento e que 61,5% daqueles que atuam nos setores de cultura, entretenimento e esportes estavam no mesmo caminho.

O Istat também informou nesta sexta alguns dados consolidados do segundo trimestre, o mais afetado pelo lockdown imposto pelo governo para controlar o avanço da Covid-19, e apontou que o setor de serviços de hotelaria e de alimentação tiveram uma queda de arrecadação de 63% na comparação com o mesmo período de 2019.

A queda geral, incluindo todos os setores, foi de 21%. O setor que mais impulsionou a arrecadação foi o setor de vendas no varejo, que teve uma forte alta de 39% somando os meses de maio e junho - ficando apenas 2,2% menor do que na comparação com o ano passado.(Com agência Ansa)