Um futuro de parcerias e roupas sem lavar

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A falta de vendas, as marcas que fecham as portas e as supostas preocupações com o meio ambiente depois que a pandemia passar provocam mais discussões do que as pesquisas de tendências. Importa menos a cor do ano do que a possibilidade de conseguir estocar as prateleiras.

Acordos e desacordos

Macaque in the trees
No setor de luxo o assunto é a venda da Tiffanys para o grupo LVMH (Foto: divugação)

O assunto da semana é a compra (ou não) por US$ 16,2 bilhões da Tiffany´s pelo grupo LVMH.(Louis Vuitton Moet Hennessy). Há até boatos de que o grupo da moda de luxo aproveitaria a baixa das ações da joalheria para virar majoritário, em vez de investir na compra. É boato, mas quem sabe?

Em compensação, temos boas alianças em prol do meio ambiente: a adidas está desenvolvendo tênis em materiais e processos com baixa emissão de carbono na produção, juntamente com a concorrente Allbirds, marca que fabrica até camisetas capazes de proteger contra vírus e bactérias, além de tênis feitos com lã de ovelha, por exemplo. “Temos a necessidade urgente de reduzir o carbono global e esta missão é maior do que a Allbirds ou adidas. Queiramos ou não, esta é uma corrida em que todos participamos, mais importante do que a competição entre empresas individuais”, diz Tim Brown, sócio e CEO da Allbirds. Para dar uma ideia do atual estrago, a indústria de calçados emite 700 toneladas métricas de dióxido de carbono anualmente, o equivalente à energia usada por mais de 80 mil casas em um ano.

Roupa suja?

Um integrante do marketing da Levi´s já havia previsto em um congresso nos anos 1990 que deveríamos reduzir o número de lavagens dos jeans, para economizar água. Pois a Calik Denim, marca oriunda da Turquia, já desenvolve a tecnologia Washpro, que permite jeans mais duráveis que dispensam lavagens frequentes. O frescor das fibras está garantido mesmo depois das lavagens e tratamentos industriais. A Washpro também ajuda a reduzir a poluição pela menor quantidade de microfibras nos oceanos. Vamos aguardar a coleção de 2021 para conferir.

Coleção e tendências

Mas ainda há quem aposte em criar novos modelos. Como a Nisse, fundada pela canadense Nargisse E. Akyuz, em 2012. Suas propostas são detalhistas, combinam estilo clássico e um toque de ousadia. Na atual coleção há uma nostalgia pelo passado com uma celebração do futuro. A filosofia é ter uma roupa bem feita, que não prejudique tanto o planeta, seguindo estas regras:

Escolha de tecidos e materiais que garantem a durabilidade de cada peça

Uso de tecidos reciclados, orgânicos e veganos de origens certificadas

O couro é quase todo de poliester reciclado e o algodão, orgânico

Nisse busca fornecedores que usem água reciclada

Tecidos antigos, reciclados, formam a coleção Limited Produced

A marca faz doações e colabora com parceiros que também se envolvem com organizações de caridade

E as equipes?

Parcerias, tendências e lavagens valem pouco diante da necessidade de ter quem venda. No mundo inteiro, segundo o site BoF (Business of Fashion), assim que acabarem os lockdowns, as lojas provavelmente vão contratar funcionários temporários, que requerem encargos menores. Fica a pergunta: quais serão os direitos trabalhistas destes freelancers?

Macaque in the trees
Vestido de mangas bufantes da marca canadense Nisse (Foto: divugação)

Macaque in the trees
Inspirações na Natureza dominam a alfaiataria e o ar nostálgico da Nisse (Foto: divugação)

Macaque in the trees
Jeans pode ser feito com tecidos reciclados, com economia de água (Foto: divugação)



Jeans pode ser feito com tecidos reciclados, com economia de água
No setor de luxo o assunto é a venda da Tiffanys para o grupo LVMH
Jeans pode ser feito com tecidos reciclados, com economia de água
Inspirações na Natureza dominam a alfaiataria e o ar nostálgico da Nisse
Vestido de mangas bufantes da marca canadense Nisse