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Até quando vamos ter que bradar ‘Acorda, Brasil’?

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Um pingo é letra, sim. Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal negou o habeas corpus preventivo, uma tentativa frustrada da defesa do ex-presidente Lula para adiar a execução da sentença. 

E agora, José?, se me permitem, os leitores desta coluna: “E agora josé? A festa acabou. A luz apagou. O povo sumiu. A noite esfriou. E agora, José?”, como disse, Paulo Diniz, nesta brilhante canção. 

E agora, Lula? A sua noite esfriou. E agora, José Dirceu? Vamos continuar com o partido e o ex-presidente, que diz que não “sabe, não sabia” e que desafiou a santidade do Papa? 

O povo brasileiro quer ver ou continuar a votar sem perceber a dança das cadeiras, do poder. Não podemos mais criar cenários e, assim, alterar a conjuntura política nacional. O Congresso, em Brasília, não tem mais força política. Vamos parar de desafiar o Supremo Tribunal Federal ou vamos continuar a brincar de fazer política. Até quando vamos ter que bradar “Acorda, Brasil”? A nação pede e pode ter resposta objetivas. 

Este ano teremos um pleito eleitoral que nos dará alguma resposta? Os brasileiros estão cansados das velhas oligarquias, que numa dança genuinamente brasileira, levaram o país, mais uma vez, ao descrédito internacional. Não temos mais aonde passar a famosa “canequinha”. Os fundos internacionais ainda acreditam no Brasil? 

Apesar de toda essa brincadeira de fazer política, podemos dizer que somos o país do futuro. Sim, Brasil Real, com políticas públicas para uma melhor educação. Os investimentos na saúde terão que aparecer. Temos um desgoverno na cidade do Rio de Janeiro, um Executivo que nem sequer consegue enviar, às escolas municipais, uniformes e agendas para educação infantil. 

Base da sociedade organizada, os empresários estão cansados de investir; a carga tributária, só aumenta; o IPTU do Rio deu um salto e dizem por aí que a nossa “Cidade Maravilhosa” está morrendo.

O país agoniza, os brasileiros continuam a morrer, as filas nos hospitais só crescem, os Institutos de Educação e Saúde, baseados em uma tal política do “Vamos cuidar de Você”, fecham as portas, o que é isso? Não seria uma forma nova, um tanto velha, de lavagem de dinheiro? Vamos agora começar a reescrever nossa história política, mas com realismo e ação. Tudo começou na primeira instância, com Sérgio Moro, que não tem medo, que disse juradamente “Acorda, Brasil”. Precisamos de voto consciente, de acordar o cidadão. Ainda é possível fazer esta nação brasileira despertar.

A noite esfriou nas bases do PT; Lula não dormiu e agora poderá acordar no cárcere. E agora você? A noite esfriou. E agora, José? E agora, Lula, a festa acabou.

* Jornalista