Marielle, hoje! Marielle, sempre! Presentes!

Os brasileiros já não estão tão estarrecidos. Passamos e ainda estamos passando por essa etapa. O que prevalecem são os sentimentos que se mesclam, se cofundem, que dominam quase todos os corações. Às vezes não se calam, não baixam o tom, não se contêm. 

De todas as tendências, de todos os matizes ideológicos dos mais diversos rincões e dos mais extremos lados ecoam gritos de dor e de revolta, de desassombro, de repúdio. As mais outrora rigorosas divergências desapareceram e, em uníssono, manifestam-se os gritos de dor, de repúdio, de quase desespero. 

Quiseram e conseguiram ceifar a batalha de uma grande lutadora e de seu inocente motorista. Ledo e tolo engano! Os assassinos brutais e calculistas eliminaram fisicamente a voz poderosa, promissora de uma brava batalhadora e resoluta guerreira, arrastando para o mesmo destino um inocente trabalhador e lutador pela vida. 

Em uníssono, os brados se uniram e em explosões espontâneas foram se manifestando. O que era disperso, intermitente, mas sempre presente, transformou-se em uma gigantesca, monumental reação única. O que os assassinos pretenderam eliminar resultou em seu oposto. 

Marielle e o seu inocente servidor tornaram-se invencíveis, eternos imortais. Repousem em paz, vítimas inocentes. 

O significado de suas mortes será eterno, perene, imortal!

Este crime, sendo um retrocesso profundo das forças do mal, teve o efeito oposto. Da metástase devastadora, do quase fim da luz do túnel, surgiu uma claridade, uma luz alentadora. Oxalá! Oxalá a luz prevaleça! 

Repouse em paz, Marielle. Descanse em paz, Anderson. 

Suas luzes, brilharão “ad infinitum”. Quem sabe, uma nova era esteja renascendo para todos nós, aqueles que estão ansiando tanto. 

Sim, eu tenho esperanças de que estamos à beira de um novo porvir. Chega de escuridão, de lama, de putrefação social. 

A população brasileira se multiplica em milhares de Marielles e Andersons. 

Marielle, Anderson, para sempre presentes!

*Mestre em Educação