Uma viagem ao Oriente

O poeta Fernando Pessoa diz que a melhor forma de viajar é sentir. E a viagem começará logo mais – Uma Viagem ao Oriente ou aos Orientes, durante a Fliporto 2011, que acontecerá entre os dias 11 a 15 de novembro.

Durante cinco dias os diálogos entre autores, mediadores, públicos irão navegar os mares dos diálogos contemporâneos tentando criar pontes entre culturas e civilizações em choques aparentes ou reais.

O nosso grande homenageado é Gilberto Freyre que viu a matriz oriental no Brasil, anteviu a ressurgência do islamismo no mundo atual e anteviu um novo Brasil que está vindo aí. Um Brasil  mestiço e com uma maior tolerância na convivência racial e cultural, que é o maior paradigma para o mundo no século 21. Gilberto viu ainda uma luta de racionais (ocidentais) versus mágicos ou intuitivos (orientais), que marca o imaginário do embate entre o Oriente e o Ocidente.

Não poderíamos deixar de registrar  a justa homenagem da Feira do Livro a Marcus Vilaça,  escritor, pernambucano que sempre prestigiou a sua terra e presidente da Academia Brasileira de Letras; a homenagem do Cine Fliporto a Guel Arraes, um cineasta que aproximou ainda mais a literatura do cinema e da televisão; a homenagem da Fliporto Criança a um brasileiro com heterônimo persa Malba Tahan e da Fliporto Digital a Luciano e Silvio Meira.      

Olinda torna-se a Cidade das Letras e mostra o seu encanto e magia, pois como diz Alceu Valença: “Olinda, tens a paz dos mosteiros da Índia...”.

E por falar em Índia, traremos para vocês um autor que traduziu para o Ocidente um pouco desse fascínio que nos causa a Índia: Deepak Chopra, que dispensa apresentações, que fará a conferência de abertura. 

O poeta Fernando Pessoa, no seu heterônimo Álvaro de Campos,  fala-nos do Oriente e Ocidente: “Uma folha de mim lança para o Norte,/Onde estão as cidades de Hoje que eu tanto amei;/Outra folha de mim lança para o Sul,/Onde estão os mares que os Navegadores abriram;/Outra folha minha atira ao Ocidente,/Onde arde ao rubro tudo o que talvez seja o  Futuro,/Que eu sem conhecer adoro;/E a outra, as outras, o resto de mim/Atira ao Oriente,/Ao Oriente donde vem tudo [...]”. A viagem vai começar.