Para entender melhor o imbróglio que Luis Eduardo da Costa Carvalho meteu o Jockey Club Brasileiro, os clientes habituais da empresa espanhola Codere Entretenimentos, são os antigos frequentadores do hipódromo, que, conduzidos a não apostarem nas corridas locais, aonde o clube ganharia 30% sobre o movimento das apostas, acabam gastando o dinheiro deles nas máquinas internacionais da Codere, que por sua vez remuneram o JCB a razão de apenas 3% sobre o total apurado.
O que tem causado muita surpresa nas autoridades que investigam os indícios de lavagem de dinheiro na operação “Grande Prêmio”, não é apenas a emissão em grande número de notas fiscais sem o serviço prestado, mas também o fato de o clube jogar 27% pela janela, e ainda por cima não realizar nenhuma auditoria para comprovar a receita da concorrente.