HQ brasileira é uma adaptação do clássico O diário de Anne Frank

O lançamento relata os dois anos que Anne passou escondida no Anexo Secreto

No dia 12 de junho de 1942, a menina judia Anne Frank é forçada a se esconder com a família em um prédio comercial em Amsterdã, em virtude das constantes ameaças dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Sua história, tendo sido publicada em mais de 60 idiomas e conhecida no mundo inteiro, ganha uma adaptação em quadrinhos pela ilustradora mineira Mirella Spinelli.

Lançada pela editora Nemo, o álbum retrata o período em que Anne Frank esteve no Anexo Secreto com sua família, entre 12 de junho de 1942 a agosto de 1944. A adaptação em quadrinhos do diário que a menina escreveu para escapar do tédio de seu confinamento, O diário de Anne Frank é um relato doce e melancólico que apresenta os sentimentos mais profundos da menina enquanto presa em um pequeno cômodo. A experiência visual da HQ exibe uma jovem sensível, engraçada e cheia de esperança que sonha em ter sua liberdade de volta.

As últimas páginas da adaptação em quadrinhos apresenta o desfecho dos personagens da história e contextualiza a vida de Otto Frank, o único sobrevivente da família, que dedicou sua vida a divulgar o diário da filha, Anne, com o propósito de fortalecer a comunicação entre pessoas de diferentes culturas, religiões e raças para combater a intolerância e o preconceito.

A trajetória da menina que conquistou gerações por meio do seu diário, hoje considerado um clássico, é marcada por privações, medo, melancolia e pelos horrores da guerra. Anne Frank não conquistou a tão sonhada liberdade e faleceu no campo de concentração com apenas 15 anos, mas sua história sobrevive servindo até mesmo de estímulo para Nelson Mandela enquanto preso na luta contra o apartheid.