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Economia

Juros futuros sobem com dólar

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Os juros futuros subiam nesta manhã de sexta-feira, 31, na esteira do dólar forte ante o real e outras moedas emergentes em meio à postura defensiva de investidores em torno da crise argentina e das relações comerciais entre Estados Unidos e China. Há expectativas de que Washington poderá aplicar novas tarifas sobre produtos chineses já na próxima semana e estão em curso também as negociações comerciais entre EUA e Canadá. O cenário eleitoral doméstico adiciona cautela. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode decidir nesta tarde sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda, que começa oficialmente no sábado para os candidatos à Presidência.

Lula já foi hoje destaque nas inserções das propagandas dos candidatos aos governos estaduais, ao Senado e deputados. Ele apresentou seu candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho (PT). Ontem, as taxas futuras já subiram junto com o dólar em meio à postura defensiva antes da decisão do TSE.

Além disso, hoje termina o prazo para o governo entregar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019 ao Congresso Nacional. Também no radar está a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de anunciar ontem à noite os novos preços de referência para comercialização do óleo diesel, que passou a ser subsidiado pelo governo após a greve dos caminhoneiros motivada pela alta do combustível. Os novos preços registram altas de até 14,4%, sendo o mais alto o comercializado na região Centro-Oeste, de R$ 2,4094/litro.

Mais cedo, os investidores de renda fixa olharam sem entusiasmo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, que veio dentro do esperado e totalizou R$ 1,693 trilhão. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast (recuo de 0,62% a crescimento de 0,50%) e acima da mediana de +0,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, o PIB avançou 1,0% no segundo trimestre deste ano. O resultado ficou dentro das estimavas dos analistas, que previam expansão entre 0,64% e 1,50%, com mediana de 1,10%.

Às 9h56, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava a 10,08%, de 9,95% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 indicava 11,69%, de 11,57% no ajuste de ontem. No câmbio, o dólar à vista subia 0,36%, a R$ 4,1691. O dólar futuro de outubro, mais negociado a partir de hoje, caía 0,10%, a R$ 4,1760.

 



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