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Justiça do Rio decreta prisão preventiva de agressor de jovens na Gávea

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A juíza Elizabeth Machado Louro, do IV Vara Criminal da Capital, decretou a prisão preventiva do promoter José Phillipe Ribeiro de Castro, acusado de dupla tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal culposa de Ana Carolina Romeiro, Lourenço Brenha e Gabriel Silva, durante uma festa no último sábado (6), na Gávea, Zona Sul do Rio, de acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Na decisão, a magistrada esclarece que a medida tem por objetivo garantir a ordem pública, para conveniência da instrução criminal, considerando que a medida é imprescindível para resguardar a segurança das próprias vítimas e os fins da presente ação penal.

“Da breve leitura dos autos, já se extrai o comportamento agressivo do réu e sua personalidade voltada à prática de delitos, sempre com violência contra a pessoa, comportamento que vem reafirmado de forma geral e quase unânime pelas testemunhas ouvidas na inquisa. Tal circunstância, por óbvio, afigura-se apta a interferir também na instrução criminal, até porque várias das testemunhas ouvidas afirmam temer o temperamento violento do acusado, dentre elas a própria vítima GABRIEL, impondo-se, assim, a adoção da medida extrema como forma de assegurar a tranquilidade das vítimas e das testemunhas, que devem prestar seus depoimentos em juízo livres de qualquer temor”.

Phillipe está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Ele já tinha tido a prisão temporária pedida na última segunda-feira (8). José Phillipe tem oito passagens pela polícia, sendo várias por lesão corporal. 

"Ele é um criminoso como qualquer um", diz delegada sobre agressor da Gávea

Um criminoso como qualquer outro. A definição dada pela delegada Monique Vidal, titular da 14ª DP (Leblon), acerca do autor do ataque que feriu três jovens em uma festa na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no último fim de semana. Vidal já concluiu o inquérito que apura os crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal praticados pelo promotor de eventos José Phillipe Ribeiro de Castro, de 28 anos. A delegada pediu a prisão preventiva do acusado. 

Uma das vítimas agredidas, Gabriel Silva, que teve parte da orelha direita arrancada e a sua namorada, Ana Carolina Romeiro, que tentou apartar a briga entre Gabriel e Castro, foi atingida por golpes de faca ou estilete. Ela teve alta do CTI nesta quarta (10) e transferida para um quarto particular. Lourenço Brenha teve cortes na mão e braço.

"Já que ele [José Phillipe] é de classe alta ele é um desequilibrado, psicopata? Se for de classe baixa ele é bandido. Não, ele é criminoso como qualquer um. Mas ele teve a opção de não ser. Ele é criminoso. De repente se ele tivesse sido barrado nas suas primeiras ocorrências como lesão corporal, Maria da Penha, constrangimento ilegal, poderia ser que ele não tivesse em Bangu nesse momento. Isso não é problema meu, nosso trabalho está feito", disse a delegada em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (11/6) para anunciar a conclusão do caso pela Polícia Civil. Dezenove profissionais trabalharam intensamente esta semana para a conclusão do material, com 230 folhas. 

José Phillipe segue preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, Bangu 10, na Zona Oeste da cidade, mas a prisão temporária expira nesta quinta (11). A delegada salientou que o agressor já tem oito passagens pela polícia, quase todas pelo crime de lesão corporal. Vidal concluiu que José Phillipe não tem condições de viver em sociedade. "Quando ele chegou à delegacia, tinha a certeza que não ia ser preso. Ele afirmou que era uma figura pública e tinha bons advogados", contou Vidal.

"A cadeia é o lugar que ele tem que ficar, ele não tem condições de ficar em sociedade. As vítimas temem a convivência com ele. Nós estamos com o inquérito muito bem instruído, com 230 páginas e vamos encaminhar para o Ministério Público hoje (quinta, 10)", informou a delegada. Segundo Vidal, nos depoimentos de testemunhas e das vítimas, foi dito que havia um canivete na festa, que estaria na guarda do irmão de José Phillipe, que foi o organizador do evento. A delegada contou que o laudo de uma das vítimas aponta que o ferimento foi provocado por um instrumento cortante. Quanto o saca rolha encontrado na residência, o delegado Pedro Casaes, que deu início às investigações no fim de semana, afirmou que o objeto não tinha marcas de sangue.

Pela previsão da Polícia Civil, José Philippe pode pegar mais de 40 anos de prisão.

Leia sobre o caso:

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