Dados da organização PEN America, responsável pelo monitoramento da violação de direitos humanos e liberdade de expressão, mostram que os Estados Unidos da América (EUA), vive uma ascenção na proibição de livros nas escolas.
De acordo com o levantamento, no ano escolar de 2023/2024, houveram 10.046 restrições de obras literárias em escolas do país. O número é quase três vezes maior do que o ano anterior.
Apesar de essa ser uma prática que ocorre no mundo inteiro, ela ganhou maior notoriedade e frequência nos EUA devido ao crescimento da política ultraconservadora, principalmente por conta do novo mandato de Donald Trump como presidente do país. Essa ação vem gerando debate. Há quem diga que ela seja uma prática antidemocrática.
O que os americanos pensam sobre o debate de diversos temas nas escolas
Em 2022, pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia coodenaram uma pesquisa no país sobre o que os americanos achavam sobre a exposição dos alunos a debates sobre alguns temas polêmicos nas escolas, como racismo, aborto, LGBTQI+ e proibição de armas. A maior parte da população respondeu que vê com bons olhos a conversa referentes a essas temáticas.
No entanto, existe quase um divisão entre as pessoas que acham que os professores devem mostrar obras literárias sobre essas temáticas ou não. Porém, a maioria acredita que esses livros devem estar pelo menos disponíveis nas bibliotecas.
Qual é a realidade do país
Segundo dados de pesquisadores do Boston College, desde 2021, há 31 leis estaduais com um intuito antidemocrático, focando na proibição de algumas obras e também de alguns debates referentes a temas controversos nas escolas.
Na Flórida, por exemplo, até universidades sofrem com algumas proibições e possibilidade de penalização caso não sigam a lei de forma rigorosa. Os temas que geralmente passam por maior restrição são os voltados para racismo e LGBTQI+.
Argumentos para proibição
As autoridades alegam que a proibição acontece devido à doutrinação política nas escolas. Além disso, segundo elas, a ideia também é proteger as crianças e adolescentes de debates sobre temáticas que são impróprias para a idade delas.





