Todo mundo já ouviu falar que o álcool faz mal para o fígado, mas o que poucos sabem é como esse processo acontece dentro do organismo. E, no caso da cerveja, o impacto vai além do que aparece nos exames.
O fígado é o principal responsável por processar o álcool que entra no corpo. Cada dose consumida passa por ele antes de ir para a corrente sanguínea. Quando o consumo é frequente ou em grande quantidade, as células hepáticas começam a acumular gordura. Esse processo é a primeira etapa da doença hepática alcoólica, conforme indicam estudos publicados pela Mayo Clinic.
O que acontece por dentro?
O acúmulo de gordura no fígado interfere na capacidade do órgão de se regenerar. Com o tempo, surgem inflamações crônicas que comprometem a filtragem do sangue e a produção das enzimas de que o metabolismo precisa para funcionar bem.
Além disso, o álcool prejudica a absorção de vitaminas do complexo B, especialmente a tiamina. A falta dessa vitamina enfraquece o músculo cardíaco e pode levar a uma condição chamada cardiomiopatia alcoólica, que dificulta o bombeamento de sangue para o restante do corpo.
O consumo regular também desequilibra minerais como magnésio e potássio. Esses eletrólitos controlam os batimentos cardíacos e, quando ficam em falta por causa do efeito diurético da bebida, podem provocar arritmias e palpitações.
O corpo manda sinais
Quando o organismo começa a ser sobrecarregado pelo álcool, alguns sintomas aparecem com frequência. Os principais são inchaço abdominal, especialmente do lado direito, cansaço excessivo sem motivo aparente, mudança na coloração da urina e aumento da frequência cardíaca mesmo em repouso.
Por outro lado, a cerveja contém polifenóis e antioxidantes provenientes do malte e do lúpulo. Esses compostos, em quantidades moderadas, ajudam a combater radicais livres no sangue. O problema é que os benefícios desaparecem quando o consumo passa do limite.
Como reduzir o risco sem parar de beber?
Segundo especialistas em saúde hepática, alternar dias de abstinência é uma das formas mais eficazes de permitir que o fígado se recupere. Beber bastante água entre as doses também ajuda a compensar a perda de minerais.
A alimentação faz diferença também. Uma dieta rica em fibras e antioxidantes durante os dias de consumo protege o organismo dos efeitos inflamatórios do álcool. O exercício físico regular, por sua vez, fortalece o sistema cardiovascular e melhora o metabolismo do etanol.





