As mudanças climáticas vieram pra ficar. Nos últimos anos, é comum acompanharmos nos notíciários tragédias provocadas pela força da natureza. Enchentes, terremotos, furacões e tempestades assolam vários países ao redor do mundo. O calor intenso também é um retrato do clima alterado.
Nos últimos dias, veículos de comunicação da Europa tem noticiado recordes de temperaturas altas no velho continente. Portugal, Reino Unido, França e Itália são os principais afetados pela onda de calor, que vem procvocando a seca de açudes e rios, além de incêndios florestais.
No Brasil, o recorde de temperatura mais alta já registrada pertence há duas cidades: Nova Maringá, no Mato Grosso; e Araçuaí, em Minas Gerais. Ambos os municípios registraram temperaturas de 44,8°C em 2020 e 2023, respectivamente. O recorde anterior de 44,7°C pertencia a cidade de Bom Jesus, no Piauí, em 2005.
O crescimento das ondas de calor pelo país tem sido observado com atenção por especialistas. De acordo com o último relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), publicado em janeiro deste ano, a temperatura média anual do Brasil em 2025 foi de 24,56 °C, 0,33 °C acima da média. Esse valor coloca 2025 como o sétimo ano mais quente da série histórica brasileira, considerando o período de 1961 a 2025. O ano mais quente no Brasil continua sendo 2024, com temperatura média de 25,02 °C, valor 0,79 °C acima da média.
Para o próximo verão, os prognósticos iniciais apontam um volume mais elevado de chuvas para a Região Sul ocasionado pelo Super El Niño – fenômeno atmosférico de aquecimento das águas do Oceano Pacífico na Linha do Equador. Nas Regiões Norte e Nordeste é esperado períodos de secas, chuvas irregulares e aumento no número de queimadas. Já no Centro-Oeste e Sudeste, poderá ocorrer ondas de calor intenso e diminuição dos níveis dos reservatórios de água.





