O OÁS já é o prédio mais alto de Curitiba, no Paraná. A obra, que atingiu o 50º andar em março de 2026, chegou a 149 metros de altura e já consolidou o edifício como o maior da capital paranaense. Com entrega prevista para 2027, o empreendimento alcançará 179 metros quando estiver concluído.
O projeto é da incorporadora GT Building, com construção pela Thá Engenharia. Fica na esquina da Rua Padre Anchieta com a Rua Jerônimo Durski, no bairro Bigorrilho, em frente ao Parque Barigui.
70 mil toneladas em 50 andares
São 50 andares, 30 mil metros quadrados de área construída e 70 mil toneladas de peso total. A fundação, já concluída, tem 21 metros de profundidade, o equivalente a um prédio de seis andares escavado abaixo do nível da rua.
Para se ter noção da altura do edifício, o OÁS terá quase cinco vezes a altura do Cristo Redentor, que mede 38 metros. O empreendimento também supera o atual recordista da cidade, o Universe Life Square, que tem 43 andares e 152 metros.
Segundo Maurício Fassina, diretor de operações da GT Building, os riscos e a complexidade crescem conforme a obra ganha altura. “Os riscos e impactos de qualquer não conformidade se tornam exponencialmente maiores à medida que a obra ganha altura”, disse ele.
Luxo nos últimos andares
Os últimos três andares serão inteiramente dedicados ao lazer. O 48º pavimento terá piscina de grandes proporções, sauna, espelho d’água e um piso de vidro que oferece visão panorâmica da cidade em 360 graus. No 49º, ficam espaço gourmet e área de churrasqueira. O 50º abrigará um champagne bar e um observatório com telescópio para enxergar as estrelas.
O prédio terá 59 unidades residenciais, com apartamentos que variam de 145 a 250 metros quadrados. Os preços das unidades foram de R$ 2,5 milhões até R$ 8 milhões pela cobertura, que já foi vendida.
Casamento de tecnologia e sustentabilidade
O OÁS também se posiciona como um empreendimento carbono zero. As emissões geradas durante a construção são neutralizadas por meio da compra de créditos de CO² vinculados a projetos de reflorestamento e preservação de florestas nativas.
A obra passou por estudos em túnel de vento ainda na fase de projeto e usa sistemas avançados de monitoramento de vento e segurança em altura. Até março de 2026, o canteiro já havia consumido mais de 11 mil metros cúbicos de concreto e quase 1.500 toneladas de aço.





