A maior mansão de São Paulo pertence a Vicky Sarfati Safra, 73 anos, dona de uma fortuna estimada em R$ 120 bilhões e considerada há anos uma das mulheres mais ricas do Brasil. O imóvel fica no bairro do Morumbi, na Zona Sul da cidade, e é avaliado hoje em cerca de R$ 2,89 bilhões, o equivalente a US$ 500 milhões.
A residência ocupa um terreno de 22 mil metros quadrados, com mais de 11 mil metros quadrados de área construída. São cinco andares, sendo três subterrâneos, mais de 130 cômodos e nove elevadores. Piscina olímpica, heliporto e quatro guaritas de segurança completam a estrutura. Para se ter uma ideia do tamanho: o imóvel é maior que a Casa Branca nos EUA e tem o dobro da área do Palácio da Alvorada.
A revista Architectural Digest, especializada em arquitetura, posiciona a Mansão Safra como a 11ª maior residência do mundo. O The New York Times, em 1999, a descreveu como digna dos palácios da antiga nobreza romana.
Inspirada em um palácio francês
O projeto arquitetônico é assinado pelo francês Alain Raynaud e foi inspirado no Palácio de Versalhes. O paisagismo foi criado pelo brasileiro Roberto Burle Marx. Os interiores são mantidos sob sigilo absoluto pela família, e praticamente nada se sabe sobre como são os ambientes internos.
A mansão consome energia suficiente para abastecer uma pequena cidade, segundo estimativas antigas. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) anual do imóvel pode chegar perto de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento da Folha de São Paulo.
Quem é Vicky Safra?
Nascida na Grécia, Vicky veio ao Brasil ainda criança, aos 10 anos, e é naturalizada brasileira. Aos 17 anos, se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar um dos banqueiros mais poderosos do mundo. O casal teve quatro filhos: Jacob, Esther, Alberto e David, além de 14 netos.
Joseph descreveu a relação como “amor à primeira vista, um amor que duraria até o último momento de sua vida”, em relato registrado em um relatório anual do banco suíço J. Safra Sarasin.
Após a morte do marido, em 2020, vítima de complicações relacionadas ao Parkinson, Vicky assumiu o protagonismo na gestão do legado familiar. Metade da herança ficou com ela, enquanto o restante foi distribuído entre os filhos.





