Enquanto boa parte dos pecuaristas brasileiros enfrenta queda de produtividade durante os períodos de estiagem, uma operação localizada entre Goiás e Tocantins chama atenção pelo tamanho da estrutura utilizada para manter o rebanho alimentado mesmo nos meses mais secos do ano. A Fazenda Nova Piratininga, considerada a maior fazenda do Brasil, desenvolveu um sistema de planejamento nutricional e automação capaz de sustentar cerca de 120 mil cabeças de gado durante a seca.
A operação ganhou destaque justamente porque o período de estiagem no Centro-Oeste, geralmente de de abril a setembro, costuma afetar diretamente a qualidade das pastagens. Com menos chuva, o valor nutricional do capim diminui, o que impacta ganho de peso, fertilidade e desempenho do rebanho. Nesse cenário, a fazenda passou a estruturar um modelo baseado em suplementação estratégica, agricultura integrada e logística automatizada.
Como funciona a alimentação do rebanho
O funcionamento da operação começa antes mesmo do período seco. A fazenda realiza um planejamento nutricional antecipado para definir quais categorias de animais receberão cada tipo de suplementação. Isso inclui bezerros, novilhas, vacas e bois em fase de terminação.
A partir disso, é feito um sistema de gestão, como o TGC, para animais em confinamento, e o ECO GA, para animais em pasto. Então, caminhões passam por aproximadamente 1.200 pastos colocando ração aos bichos de maneira eficaz.
Para ajudar em todo o processo, a propriedade ainda conta com o sistema de automação GA, que realiza o controle dessa operação alimentar, respeitando etapas que vão desde à fabricação até a entrega no cocho. Por meio dele, os animais recebem a alimentação adequada conforme a própria categoria e condições do dia.
A lógica da fazenda segue um modelo de pecuária de ciclo completo, ou seja, todas as etapas da produção acontecem dentro da própria estrutura: cria, recria e engorda. Isso permite maior controle sobre genética, alimentação e desempenho dos animais.
Além disso, a Nova Piratininga cultiva milhares de hectares de soja e milho utilizados na fabricação de ração, silagem e suplementação alimentar. Na prática, isso reduz dependência de fornecedores externos e garante maior previsibilidade mesmo em períodos de seca prolongada.





