As autoridades do turismo na Europa alertaram que desde o dia 10 de abril de 2026, o carimbo no passaporte deixou de existir nas fronteiras do chamado “Espaço Schengen“. A mudança faz parte da implantação de um sistema digital e biométrico que moderniza o controle de entrada e saída do bloco. A alteração vale para todos os visitantes, incluindo brasileiros.
O Espaço Schengen é uma zona de livre circulação composta por 29 países europeus, sendo 25 países da União Europeia, a Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein. Turistas, incluindo brasileiros, podem viajar entre esses países sem imigração, com estadia máxima de 90 dias a cada 180 dias.
Entre os países da União Europeia que fazem parte do Espaço Schengen, estão nações como Espanha, Portugal, França, Alemanha e Itália.Bulgária e Romênia aderiram às viagens aéreas e marítimas em 2024.
O que mudou na prática?
O novo modelo é chamado de Sistema de Entrada e Saída, conhecido pela sigla EES. No lugar do carimbo, o sistema coleta dados biométricos do viajante: imagem facial, impressões digitais e informações do passaporte. Tudo isso acontece no momento da entrada e também na saída do território europeu.
O controle de permanência, que antes dependia dos carimbos para ser verificado, agora é feito de forma totalmente automática. O sistema registra as datas de entrada e saída e cruza essas informações para saber se o visitante está respeitando o prazo permitido.
No entanto, o tempo de estadia é o mesmo de sempre: máximo de 90 dias a cada 180 dias, seja para turismo, negócios ou visitas. O que mudou foi apenas a forma de registrar esse controle.
Primeiros dias do novo sistema
A Comissão Europeia registrou mais de 45 milhões de passagens durante a implementação do EES. O sistema também identificou mais de 24 mil recusas de entrada, a maior parte por problemas de documentação. Além disso, cerca de 600 pessoas foram sinalizadas como risco de segurança e foram barradas de viajar.





