Luiz Costa de Oliveira tem 90 anos, mora na zona rural de Campo Grande, no Rio Grande do Norte, e carrega uma história que foge a qualquer padrão familiar. Ao longo da vida, ele teve filhos com a esposa, com a irmã da esposa e com a própria sogra. No total, são 50 filhos de que ele tem conhecimento, além de mais de 100 netos e 30 bisnetos.
Como essa história começou
Luiz foi casado pela primeira vez com uma mulher natural de Assú, com quem teve 17 filhos. Após ficar viúvo, conheceu Maria Francisca da Silva, que ajudou a criar parte dos filhos da primeira esposa e ainda teve mais 17 filhos com Luiz.
Durante os períodos de resguardo de Maria Francisca, a irmã dela, Ozelita Francisca da Silva, cuidava da família. Foi nesse convívio que Luiz também iniciou um relacionamento com a cunhada, com quem teve 15 filhos. Para completar o quadro, a sogra, Francisca Maria da Silva, mãe das duas irmãs, também se relacionou com o genro. Dessa união nasceu mais um filho.
A família Oliveira Silva, como ficou conhecida, vivia reunida no Sítio Poço Verde, na zona rural do município. Parte dos familiares passou a residir em duas casas na área urbana de Campo Grande, compartilhando espaço, refeições e o cotidiano.
A convivência dentro de casa
O que poderia parecer uma fonte permanente de conflito, na prática, funcionava de outra forma. As irmãs Maria Francisca e Ozelita afirmaram que sempre conviveram bem e que o comportamento de Luiz nunca foi de violência ou descaso. Segundo elas, ele sempre trabalhou, cuidou dos filhos e nunca deixou faltar o necessário em casa.
Ou seja, mesmo com a “casa lotada”, a convivência da família era harmoniosa, segundo os familiares.
A única diversão de Luiz, segundo as companheiras, era namorar. E ele fazia isso com o que descrevem como um jeito galanteador de tratar as mulheres.
O próprio Luiz não escondeu o feitio. Em uma entrevista à imprensa, a primeira declaração dele aos entrevistadores foi: “A coisa que Deus fez melhor no mundo era a mulher.” Depois, completou dizendo que pode ter outros filhos por aí sem saber, porque sempre gostou muito de namorar.





