Em abril de 1996, a Fiat apresentou ao Brasil um carro muito diferente se comparado aos populares da época. O Palio chegou com formas arredondadas, cara de “carro europeu” e um pacote de itens que ninguém esperava encontrar num compacto de entrada. A estreia aconteceu na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, e o sucesso foi quase imediato.
O projeto tinha o objetivo de criar um carro pensado para países emergentes, com o Brasil como palco de lançamento mundial. A Fiat queria substituir o Uno nas faixas de preço mais altas e mostrar que o carro popular podia ser moderno.
Visual que quebrou o padrão
Quem estava acostumado com os carros populares dos anos 90 levou um susto ao ver o Palio. Enquanto a concorrência ainda apostava em formas quadradas, a Fiat apareceu com curvas, para-brisa inclinado e uma traseira com lanternas que invadiam o vidro traseiro.
Por dentro, a sensação era a mesma. O espaço interno era generoso para o tamanho do carro, e o painel tinha um visual mais suave e moderno do que os rivais diretos. Motoristas altos se sentavam confortavelmente, algo que nem sempre acontecia nos populares da época.
Itens “extras”
O Palio também chamou a atenção pelos equipamentos que ele oferecia. Nas versões mais completas, o carro trazia direção hidráulica, vidros elétricos e travas nas portas. Isso já seria suficiente para impressionar.
Mas a Fiat foi além. O Palio foi um dos primeiros carros populares do Brasil a oferecer airbag e freios ABS como opcionais. Esses dois itens eram encontrados apenas em carros muito mais caros na época. Colocá-los num compacto de entrada era uma novidade que ninguém tinha feito antes no segmento.
Cabia em todo bolso
No lançamento, o Palio foi oferecido em três e cinco portas ao mesmo tempo, algo raro na indústria nacional. As versões mais completas vinham com motores maiores e mais potentes, enquanto as versões de entrada chegaram alguns meses depois com um motor menor, mais econômico e mais barato de manter. Foi exatamente essa versão popular que passou a liderar as vendas.
A proposta de baixo custo de manutenção era um dos principais argumentos da Fiat. E funcionou.





