Já pensou em algum dia ter um patrimônio de R$ 5,5 bilhões? Imagine, então, ter essa fortuna aos 19 anos? Parece algo de outro mundo, não é mesmo? Mas não é! Esse é o caso da brasileira Livia Voigt, que já aparece entre as pessoas mais ricas do planeta. A estudante de psicologia foi apontada pela revista Forbes como a bilionária mais jovem do mundo após herdar participação em uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos da América Latina.
O patrimônio da jovem é estimado em US$ 1,1 bilhão, valor que gira em torno de R$ 5,5 bilhões na cotação atual. A fortuna está ligada à participação acionária na WEG, multinacional brasileira fundada em Santa Catarina e conhecida globalmente pela produção de motores elétricos, transformadores e sistemas industriais.
Como a herança transformou a estudante em bilionária
Diferente de empresários que construíram patrimônio por expansão operacional ou venda de empresas, o caso de Livia segue outra lógica: sucessão acionária familiar. Ela é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos fundadores da WEG, companhia criada em 1961 na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.
O funcionamento desse modelo é relativamente comum em grandes grupos industriais familiares. Os herdeiros recebem participações societárias que garantem acesso aos dividendos e à valorização das ações da empresa. Ou seja, mesmo sem ocupar cargos executivos, os descendentes passam a concentrar fortunas bilionárias por meio do patrimônio corporativo acumulado ao longo de décadas.
No caso de Livia, a participação na empresa gira em torno de 3,1%, o que resulta nos R$ 5,5 bilhões segundo informações divulgadas pela Forbes. Apesar da idade, ela não atua diretamente na administração da companhia e segue cursando faculdade.

Empresa virou “fábrica de bilionários”
Um ponto que chama atenção é que a WEG não gerou apenas uma única herdeira bilionária. A companhia ficou conhecida como uma espécie de “fábrica de super-ricos” justamente por manter um perfil acionário altamente concentrado entre familiares dos fundadores.
Além de Livia Voigt, outros herdeiros ligados à empresa também aparecem no ranking global da Forbes. Entre eles estão Dora Voigt de Assis, Eduardo Voigt Schwartz, Mariana Voigt Schwartz Gomes e Anne Werninghaus, todos com patrimônios superiores a US$ 1 bilhão.
Isso acontece porque a valorização internacional da companhia ampliou significativamente o valor das participações familiares. Atualmente, a multinacional brasileira exporta produtos para mais de 135 países e possui operações distribuídas em diversos continentes.
Crescimento da empresa ajudou a multiplicar a fortuna
O avanço financeiro da WEG ajuda a explicar como os herdeiros atingiram cifras tão elevadas. O grupo industrial se consolidou como uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo e expandiu atuação para áreas como automação industrial, energia e equipamentos de alta performance.
Segundo dados financeiros divulgados pela companhia, a receita operacional líquida ultrapassou R$ 32 bilhões em 2023, enquanto o lucro líquido ficou acima de R$ 7 bilhões. Esse crescimento aumenta diretamente o valor de mercado da empresa, o que impacta o patrimônio dos acionistas.
Na prática, o patrimônio bilionário não significa necessariamente dinheiro disponível em conta corrente. Grande parte da fortuna está vinculada às ações da empresa, que sofrem oscilações conforme desempenho financeiro, mercado internacional e valorização da companhia na Bolsa.
Brasileira superou herdeiros internacionais
Outro fator que ampliou a repercussão internacional foi a idade da herdeira brasileira. Livia ultrapassou Clemente Del Vecchio, filho do fundador da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, e assumiu o posto de bilionária mais jovem do planeta no ranking mais recente da Forbes.
O cenário também revela uma tendência observada pela própria revista: os bilionários mais jovens do mundo atualmente são, em sua maioria, herdeiros de grandes conglomerados empresariais. Ou seja, o crescimento patrimonial dessa nova geração está cada vez mais ligado à sucessão familiar e participação acionária em empresas globais.





