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Polícia não vê anormalidade em e-mails trocados por atirador de Realengo

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RIO - A delegada titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, Helen Sardenberg, não encontrou "nenhuma anormalidade" nos e-mails trocados em quatro diferentes endereços eletrônicos do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Foram quebrados os sigilos das comunicações telefônicas e da internet utilizadas por ele.

Entre impressos e anotações encontrados na casa do assassino, existem, além de trechos da Bíblia, do Corão e referências a atentados terroristas, textos de um pastor adventista que mora na Bahia. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo Sardenberg, a Microsoft deve liberar ainda nesta quinta-feira o acesso ao MSN de Wellington. A polícia apreendeu o computador da casa onde o atirador foi criado, onde ele morou até a metade do ano passado.

Foi copiado ainda o servidor da empresa de alimentos onde ele trabalhou até agosto de 2010. Na segunda-feira à noite, um sobrinho do atirador disse à polícia que não recebia e-mails do tio desde o fim do ano passado.

"Ele gostava de mandar correntes de religião e citava pontos da Bíblia", afirmou. O pastor Demóstenes Neves da Silva, 53 anos, confirmou a autoria de textos sobre o inferno e afirmou ser "muito provável" que os demais também sejam dele.

Silva contou que até 2003 respondia perguntas de internautas sobre religião em um site adventista. Nenhum dos textos incentiva a violência, segundo o jornal. Psiquiatras ainda divergem sobre a suposta condição de doente mental de Wellington.