Corpo do autor do massacre em escola de Realengo já foi retirado do local

RIO - O corpo de Welligton Menezes de Oliveira, autor do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi retirado por volta das 12h20 desta quinta-feira. De acordo os bombeiros, 12 pessoas morreram, incluindo o criminoso, e 18 ficaram feridas.

O secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, confirmou que das 11 crianças mortas dez são meninas. As crianças tinham entre 12 e 14 anos.

Na manhã desta quinta-feira, um ex-aluno da escola entrou na instituição com duas pistolas e foi direto a uma sala de aula, no terceiro andar, onde fez os disparos.

Todas as vítimas foram socorridas por ambulâncias do Corpo de Bombeiros e levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. Segundo Sérgio Côrtes, três delas foram operadas e passam bem. Os casos mais graves foram transferidos para os hospitais Pedro Ernesto e Saracuruna, além do Hospital-Geral da Polícia Militar e para o Instituto de Traumatologia. A lista com o nome das vítimas ainda não foi divulgada.

O atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, se matou com um tiro na cabeça, depois de ter sido baleado na perna por um policial. “Cheguei ao hospital 30 a 40 minutos depois que as vítimas começaram a chegar e já encontrei a equipe mobilizada para atender as crianças. Também vi que muitos voluntários estavam ligando para oferecer ajuda. Estamos com todos os hospitais, seja do estado, do município e federal mobilizados”, disse Côrtes.

Em carta, autor diz ter Aids

 O subprefeito da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Edmar Teixeira, confirmou que Wellington Menezes de Oliveira deixou uma carta com as alegações para cometer o crime.

Segundo ele, na carta, com teor religioso, Wellington dizia ser portador do vírus HIV. Depois de deixar a carta, na própria escola, o criminoso se matou, com uma das armas que utilizou para disparar contra as crianças.

Busca por informação em hospital

Neste momento, familiares se aglomeram na porta do hospital em busca de informações. É o caso do pedreiro Nilson Rocha, de 56 anos. A filha dele, de 13 anos, foi baleada na barriga, mas passa bem.

“Consegui falar com minha filha e ela disse que estava tudo bem.  Eu estava em casa quando soube da notícia e parti para a escola. Lá disseram que minha filha estava ferida e que foi levada para o Albert [Hospital Albert Schweitzer]. Graças a Deus ela está bem.”

Também na porta do hospital, em busca de notícias de uma colega, Pamela Cristina, de 13 anos, aluna da Escola Tasso da Silveira, contou que, ao ouvirem os tiros, os professores levaram os alunos para o auditório, no último andar do prédio. “Lá, eles trancaram a porta com cadeiras e com armários, e foi uma gritaria só”, contou.

Com Agência Brasil