Militares japoneses encontraram entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata (nordeste), arrasado na véspera por um tsunami causado pelo terremoto de magnitude 8,9, informou o exército neste sábado.
Em toda a região, os sobreviventes, ajudados por milhares de soldados, procuravam suas famílias e amigos.
"Há tanta gente morta", declarou um homem idoso à imprensa, em meio às lágrimas: "Não tenho palavras para descrever tal situação", prosseguiu.
Uma estranha calma reinavam na manhã deste sábado no litoral devastado do Pacífico, no qual a onda gigante, de 10 metros, levou bairros inteiros com suas casas, carros e pessoas.
Outros sobreviventes estão em estado de choque, depois da tragédia que pode ter deixado mais de 1.700 mortos e desaparecidos.
Como se a destruição apocalíptica e os tremores secundários frequentes não fossem suficientes, uma nova ameaça apareceu neste sábado, enquanto as autoridades evacuavam os moradores das proximidades de duas centrais nucleares.
O forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do Japão, seguido por um enorme tsunami, ocorreu às 14h46 (02h46 de Brasília) de sexta-feira. De acordo com a agência de meteorologia japonesa o terremoto aconteceu a pouco mais de 100 km da costa nordeste da ilha de Honshu, e foi o mais violento a atingir o país. O USGS, por sua vez, indicou que o tremor foi o sétimo pior da história mundial.