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Técnicos e jogadores brasileiros relatam caos no Japão

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TÓQUIO - Um forte terremoto atingiu a região nordeste do Japão deixando, até agora, mais de 300 vítimas. Com a rodada do Campeonato Japonês cancelada, técnicos e jogadores brasileiros relatam a situação instaurada no país após a tragédia.

Oswaldo de Oliveira, técnico do Kashima Antlers, estava com a delegação a caminho da cidade de Shimizu para enfrentar o Shimizu S-Pulse, amanhã, pelo Campeonato Japonês, quando ocorreu o tremor de terra. De acordo com ele, no momento do abalo, o tráfego de automóveis se direcionou para a saída das estradas e grandes engarrafamentos se formaram. O técnico também relata ter visto rachaduras em alguns trechos da pista.

Ouça o depoimento de Oswaldo de Oliveira

Técnico do Cerezo Osaka, Levir Culpi sentiu os tremores, que alcançaram 8.9 graus na escala Richter, durante o treinamento do time. "Estávamos no CT e sentimos o chão tremer, mas nada muito forte, foi algo tranquilo. Logo depois nos informaram que a rodada foi adiada e aí sim vimos a dimensão do que ocorreu. As imagens são terríveis", relatou, em entrevista ao Sportv.

Osaka fica a aproximadamente 500 quilômetros de distância do epicentro do tremor, registrado a uma profundidade de 32 quilômetros e considerado o maior de todos já visto no Japão. O tremor provocou ondas gigantes que invadiram as cidades e que ainda podem atingir regiões da Indonésia, Filipinas, Rússia e Havaí. Novos abalos vêm sendo registrados, entretanto, de menor intensidade e o alerta para novos tsnumais ainda é mantido.

"O número de vítimas, em relação à magnitude deste terremoto, é baixo. O povo japonês é muito bem preparado, conta com uma tecnologia própria para este tipo de fenômeno. O Japão tem condições de se recuperar rapidamente", continuou Culpi.

Outros jogadores que atuam no Japão vêm relatando a situação, como é o caso de Jorge Wagner, ex-São Paulo. Em sua página pessoal no Twitter, o jogador do Kashiwa Reysol afirmou estar dentro de um trem no momento dos tremores. "Estávamos indo para Osaka. Pegamos um terremoto muito forte. Está uma correria e um trânsito muito grande aqui", disse.

 

Quanto a um possível retorno ao Brasil, Levir Culpi revelou ter sido procurado pelo Santos, mas vê este momento como muito delicado para pensar neste assunto. "Recebi uma ligação mas hoje, sair em situações como essa, é visto como algo negativo no Japão. As portas para os brasileiros acabam se fechando. A partir da metade deste ano em diante, a situação ficaria mais favorável para o meu retorno", encerrou o treinador