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Uma singela homenagem à grande Wangari Maathai, Nobel da Paz 

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Mantendo a nossa mentalidade colonizada, a grande imprensa não deu a devida importância,  e nem prestou a devida homenagem, à grande ambientalista africana Wangari Muta Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004, e que faleceu no domingo passado.

Assim, reproduzo abaixo diversas fontes do mundo físico e virtual, fazendo este pequeno resumo da sua vida e obra.

Prestamos assim a nossa singela homenagem à grande plantadora de árvores no continente africano.

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Wangari Muta Maathai foi uma professora e ambientalista queniana, pioneira da causa do meio ambiente e da conservação das florestas na África. Nascida em Nyeri, Quênia, foi a primeira mulher africana a receber, em 2004, o Prêmio Nobel da Paz.

Ela foi professora em diversas universidades tanto nos Estados Unidos e na Europa quanto no seu próprio país. Recebeu títulos honoríficos e graus doutorais de várias instituições ao redor do mundo, e finalmente o Prêmio Nobel da Paz em 2004, pela sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, democracia e paz. Ela se tornou um ícone, conhecido em todo o mundo, da luta pela conservação das florestas e do meio ambiente.  

Membro ativo no Conselho Nacional de Mulheres de Quênia (1976-1987), também foi sua presidente (1981-1987), onde introduziu a ideia de plantar árvores para conservar o ambiente e melhorar a qualidade de vida. Fundou o Pan African Green Belt Network (1986) que levou as mulheres a plantarem mais de 30 milhões de árvores em fazendas, escolas, igrejas etc. Seu gesto logo se espalhou positivamente por alguns dos países africanos como Tanzânia, Uganda, Malauí, Lesoto, Etiópia, Zimbábue etc. 

Também tornou-se conhecida internacionalmente por sua luta persistente pela democracia, direitos humanos e conservação ambiental e tem sempre falou em nome de mulheres em sessões especiais de organismos internacionais, como a ONU.

Foi eleita para o parlamento e nomeada subsequentemente ministra assistente do Ambiente, Recursos Naturais e de Vida selvagem do parlamento do Quênia.

Wangari Maathai morreu no dia 25 de setembro passado de câncer, aos 71 anos, em Nairóbi. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, emitiu um comunicado expressando pesar pela morte da ambientalista. Nos últimos anos, ela cooperava com a ONU em um projeto que visava plantar 1 bilhão de árvores.