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Exemplo de inclusão social

“A pobreza, a ignorância, a fome e a exclusão tornam a vida humana insustentável”

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Aqui neste Jornal do Brasil, edição de 7 de outubro, foi publicado o texto Bolsa Família: muito recurso e pouca cidadania, deste autor, através do qual foi feita uma criteriosa análise desse programa e os bilhões de reais direcionados para o mesmo. Mostrei que o melhor caminho não é o assistencialismo e, sim, investimentos para que, através de emprego, saúde e educação, entre outros, haja inclusão social. 

Quando li o texto Mais de 40% dos beneficiários do Bolsa Família são miseráveis, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo (6 do corrente), igualmente com números do MDS, vi que os mesmos confirmaram e ampliaram as minhas conclusões feitas há dois meses. O citado texto diz que, “entre os 12,7 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família, ainda restam 5,3 milhões (42%) de miseráveis no programa”. “ (...) Para acabar essa situação de extrema pobreza, o valor de R$ 68 referente ao benefício básico teria que dobrar – R$ 138 – o que geraria uma despesa extra da ordem de R$ 8 bilhões”.

Não obstante os R$ 67,25 bilhões (sem reajuste) injetados no Bolsa Família, quase metade dos beneficiários continua na miséria, o que prova de forma inconteste que o assistencialismo não é a solução para a erradicação da pobreza. 

Existe solução? Claro que sim. Cito, por exemplo, os vitoriosos projetos levados a cabo pela Fundação Odebrecht – braço da holding Odebrecht – que, junto com as suas parceiras, se dedicam às causas sociais, entre outras, na região do Baixo-Sul da Bahia. Nessa região, composta por 11 municípios, onde se destaca a Área de Proteção Ambiental do Pratigi, com 161 mil hectares, sendo 63 mil remanescentes da Mata Atlântica, milhares de famílias trabalham e tiram dignamente o seu sustento, com produtos de valor agregado e certificados que abastecem grandes redes de varejo, de acordo com as melhores práticas de sustentabilidade (fundacaoodebrecht.org.br). 

A Fundação, criada em 31/12/1965, é fruto do empreendedorismo e dedicação do presidente do conselho de curadores da Fundação, o incansável doutor Norberto Odebrecht, figura humana admirável que tive o imenso prazer de conhecer em março de 1983 durante a inauguração da Captação de Pedra do Cavalo (da qual preservo a foto) e aprendi a admirar ao longo dos anos.

Em uma entrevista de 2009, doutor Norberto falou, como sempre, com entusiasmo da Fundação: “Nosso propósito é fazer com que a vida humana se torne mais digna. E para isso é preciso encontrar e construir um modelo de vida solidário, produtivo, no qual todos estejam incluídos e justamente beneficiados. A pobreza, a ignorância, a fome e a exclusão tornam a vida humana insustentável, transformam o homem em predador ambiental”. 

A Fundação Odebrecht entende que o caminho é o desenvolvimento dos quatro capitais: 1º) Humano: vem com a base educativa; 2º) Social: desenvolvido com organizações solidárias e produtivas; 3º) Produtivo: estruturado para gerar trabalho digno e renda contínua; e 4º) Ambiental: permite a compreensão e o respeito ao semelhante e ao meio ambiente.

Os resultados estão aí: a plena satisfação dos envolvidos e os tantos prêmios já recebidos. No último dia 23 de junho, o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo-Sul da Bahia recebeu na Espanha o Prêmio Serviço Público da ONU. A Fundação Odebrecht foi a vencedora com o primeiro lugar na categoria Melhorando a Participação Cidadã nos Processos de Decisões Públicas através de Mecanismos Inovadores. Recentemente, a Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo-Sul da Bahia conquistou o Prêmio Cooperativa do Ano 2010 na categoria Gestão para a Qualidade. Em 17 de novembro, a Fundação firmou Acordo de Cooperação Técnica com a Apex-Brasil, visando a exportação dos produtos da região.

Concordo in totum com o presidente executivo da Fundação Odebrecht Maurício Medeiros quando diz que “o resultado levará, certamente, à construção de um modelo de desenvolvimento sustentável passível de reaplicação em outras regiões da Bahia, do Brasil e do mundo”. O caminho está traçado, basta que os governantes o sigam.

*Engenheiro Civil e Construtor