A Van da Saúde (VDS) é uma unidade
móvel do Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), adaptada para
atender em locais em que a Carreta da Saúde do CIES não chega, como favelas e
regiões montanhosas. Hoje e amanhã, 24 e 25 de outubro, atenderá os moradores do
Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e estreará o sistema de telemedicina com
equipamentos médicos comparados aos dos melhores centros de saúde brasileiros.
O médico idealizador do Projeto CIES e da Van da Saúde, Roberto Kikawa, explica que este processo é uma forma de aproximar a população mais afastada dos grandes centros médicos à tecnologia.
“Um dos pontos fortes é a agilidade deste processo. Com o uso da tecnologia diminuímos distâncias entre médicos e pacientes e agilizamos todo o processo para diminuirmos a demanda reprimida existentes nas cidades”.
Através de programas virtuais específicos, um técnico faz os exames na Van e envia para a Secretaria da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, onde médicos farão o laudo e retransmitirão para a Van. Assim, os pacientes terão o resultado no mesmo dia, por um laudo impresso.
“Por meio de uma parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação de Moradores da Grota, no Complexo do Alemão, escolhemos o local e a sistematização para o agendamento de exames. A famosa rua da Grota, em frente à Associação de Moradores e ao AfroReggae, foi a região escolhida para os atendimentos devido à facilidade de acesso da população. A carência por serviços médicos é tanta que, ao irmos apenas conhecer o local para verificar as condições de estacionar a Van da Saúde para os atendimentos, formou-se uma fila de pessoas necessitadas que já queriam pré-agendar”, diz Roberto Kikawa, realizador do projeto.
O presidente da Associação, Wagner Nicacio, e sua equipe farão o agendamento priorizando os pacientes de acordo com problemas de saúde que possam ser agravados e para pessoas com pedidos médicos que não foram levados adiante pela dificuldade de marcação de exames.
A ideia da Van da Saúde surgiu após a Carreta do Projeto CIES ter visitado o Morro e encontrado dificuldades em levar uma unidade tão grande até áreas mais distantes por causa do estreitamento das ruas.