Polícia Civil afirma que família de juíza assassinada recusou segurança

Em nota oficial, polícia reitera que parentes de magistrada podem ter proteção quando aceitarem

A família da juíza Patrícia Acioli, por meio de seus advogados, negaram a oferta de escolta fornecida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, logo depois da morte da magistrada. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, através de nota da Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

De acordo com o documento, apesar de repetidas ofertas de escolta, os advogados da família argumentaram que tal escolta só deveria ser realizada mediante "fatos concretos", que "atestassem riscos a integridade física dos familiares". Patrícia foi morta brutalmente na porta de sua casa, no último dia 11 de agosto, na Região Oceânica de Niterói e deixou três filhos.

Diante da negativa da família em aceitar a proteção da Polícia Civil, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, teria pedido que a Coordenadoria de Recursos Especiais convocasse os advogados da família para informar, mais uma vez, sobre a disponibilidade da segurança.

Como o serviço de inteligência da Polícia Civil e da própria Secretaria de Segurança Pública não detectaram riscos concretos a integridade física dos familiares, os advogados, mais uma vez, recusaram a proteção. 

A Polícia Civil reiterou, através do documento divulgado, que o serviço de segurança está disponivel a qualquer momento que se fizer necessário pela família da magistrada assassinada.