Secretaria de Segurança convoca reunião para anunciar novo comando da PM

A Secretaria de Segurança convocou uma reunião esta tarde para anunciar informações sobre o novo comando da Polícia Militar do Estado do Rio. O coronel Mário Sérgio Duarte pediu exoneração nesta quarta-feira, após assumir a responsabilidade pela escolha do tenente-coronel Cláudio Oliveira – suspeito de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli – para assumir o comando do 22º BPM (Maré). Há cerca de um mês, o tenente-coronel deixou o 7° BPM (São Gonçalo) e foi nomeado comandante do Batalhão da Maré.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, está reunido a portas fechadas desde as 7h com toda a cúpula da Secretaria para decidir quem vai assumir o cargo. 

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No pedido de demissão, Duarte diz que assumiu "nobre missão" na PM, "comprometido com a honra"

Beltrame aceitou o pedido de exoneração do coronel Mário Sérgio Duarte, que deixou o cargo alegando ser o responsável pela escolha de comandantes, chefes e diretores da corporação e, portanto, a autoridade sobre a qual pesa a nomeação do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, indiciado pela execução da juíza Patrícia Acioli no dia 11 de agosto. Logo depois da exoneração de Cláudio Luiz, Beltrame chegou a afirmar que o coronel Mário Sérgio ainda gozava de sua confiança. 

Em seu pedido de demissão, Duarte diz que assumiu uma "nobre missão" na Polícia Militar "comprometido com a honra" e que agora deixa o cargo "norteando tal decisão neste mesmo imperativo de valor". A escolha de Cláudio Luiz, diz Duarte, "não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim".

O agora ex-comandante exaltou a política de segurança levada a cabo por Beltrame. "O Estado, sua população, cada pessoa que por aqui transita em busca de paz e bem, devem continuar confiando nesta Política Pública que privilegia a vida, descontrói o ódio e reacende esperanças". De acordo com nota divulgada nesta noite pela secretaria, Beltrame "lamentou a saída" de Duarte, mas esclareceu que "tem por política conceder autonomia às chefias das polícias para que, em nome da eficiência, possam buscar as melhores medidas administrativas e técnicas para ajudar na implementação da política de segurança".

Duarte se encontra em licença médica e, de acordo com a nota da secretaria, "reconheceu o equívoco e, ciente do desgaste institucional decorrente de sua escolha, pediu, voluntariamente e em caráter irrevogável, para deixar o comando da PM". A secretaria informou que o nome do novo comandante-geral será divulgado "o mais breve possível".