Médico será indiciado por emitir atestados de óbito falsos

A polícia do Rio de Janeiro encaminha à Justiça nesta quinta-feira um inquérito que apura o envolvimento de um médico num esquema de emissão de declarações de óbito falsas. Ubirajara Jorge Muniz da Silva é acusado de assinar indevidamente os atestados, inclusive de pessoas vivas, mediante o pagamento de R$200. Conforme a polícia, ele será indiciado pelo crime de falsidade ideológica qualificada.

Além dele, Elisabeth Sena de Souza, proprietária da funerária Estrela Dourada - responsável pela emissão dos atestados assinados pelo médico - e o filho dela, Luís Claudio Souza Filho, também serão indiciados por participação no crime. O médico Ubirajara alegou ter o seu nome utilizado indevidamente, mas um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou ser dele a assinatura num dos atestados falsos.

"Apesar de recusar-se a passar pelo exame grafotécnico, o médico assinou o termo de interrogatório na delegacia, tendo os profissionais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) usado este documento para confeccionar o laudo que confirmou ser dele a assinatura no atestado", afirmou a delegada Marta Monteiro. Ubrirajara Jorge já responde a um processo administrativo no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb).