Assembleia do Rio de Janeiro aprova reajuste de 5% para professores

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou na tarde desta quinta-feira o reajuste de 5% para os professores estaduais. A proposta do governo era de um reajuste de 3,5%, mas os educadores cobravam um aumento emergencial de 26%.

Os projetos de lei aprovados também garantem a antecipação em mais um ano na incorporação do programa de gratificação Nova Escola, cujos valores passarão a fazer parte do salário-base da categoria, e a inclusão dos animadores culturais, em emenda que reajusta seus vencimentos em 14,6% - valor correspondente à soma do reajuste em si e a antecipação da parcela do Nova Escola. Além disso, os funcionários administrativos terão incorporados aos seus salários o valor que recebem como gratificação do programa Nova Escola.

Também foram aprovadas emendas que resguardam o interstício de 8%, que delimitam distribuição da carga horária dos professores em "dois terços em sala de aula e um terço em horário de planejamento", que garantem abono de falta por dias paralisados, que mudam o nome do quadro de apoio para "pessoal administrativo educacional" e a garantia de que a Gratificação de Lotação Prioritária (GLP) seja equivalente à remuneração do professor docente.

O governador terá 15 dias úteis para sancionar o substitutivo da Alerj, que recebeu os votos contrários dos deputados Clarissa Garotinho (PR), Luiz Paulo (PSDB), Paulo Ramos (PDT), Marcio Pacheco (PSC) e dos deputados do PSol Janira Rocha e Marcelo Freixo.

O sindicato estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) informou que a categoria, que está em greve há mais de dois meses, vai se reunir na sexta-feira em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, para decidir os rumos do movimento.