Diariamente, pouco mais de 4 mil ônibus pequenos e médios circulam pelas ruas do Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes. Além do tamanho, uma das principais diferenças desses modelos é que eles não têm cobrador, cuja função é exercida pelos próprios motoristas.
Mas essa prática, injusta para os motoristas, perigosa para os passageiros e péssima para o trânsito, pode estar perto de fim. Tramita na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei (PL 541/2011) que tenta proibir a dupla função no estado.
– O cobrador é o auxiliar do motorista. É ele quem avisa quando tem um idoso descendo e o piloto não consegue ver, além de coletar o dinheiro para deixar o companheiro livre para dirigir – avalia o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Antônio Onil. – Colocar o motorista com a função de dirigir e pegar dinheiro junto é incentivar acidentes.