ASSINE
search button

Três ônibus com bombeiros deixam a Corregedoria da PM

Compartilhar

Na manhã desde domingo (5), três ônibus com bombeiros detidos no sábado após a invasão do quartel dos Bombeiros na madrugada de sexta-feira para sábado saíram da Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, em direção à unidade dos Bombeiros em Charitas, Niterói.

>> PM invade quartel ocupado por bombeiros no Rio

>> Após invasão, Cabral exonera comandante-geral do Corpo de Bombeiros

>> Familiares denunciam que bombeiros presos estão sem água e comida

No sábado, a cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro cogitou a hipótese de levar as lideranças do movimento para uma unidade prisional dos bombeiros na Quinta da Boa Vista, na zona norte da capital fluminense. O restante seria levado para uma unidade-escola da corporação em Jurujuba, Niterói.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar afirmou neste sábado que os bombeiros presos por invadir o quartel da própria corporação serão autuados em quatro artigos do Código Penal Militar: 149 inciso 4 (motim), 262 (dano em viatura), 264 (dano às instalações) e 275 (impedir e dificultar saída para socorro e salvamento). Em seguida, serão encaminhados para as unidades militares do Corpo de Bombeiros. Os detidos estão sujeitos a pena de 10 a 34 anos de prisão.

Manifestação e invasão de quartel

Cerca de 2 mil bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel dos Bombeiros, na praça da República, no último dia 3. Os manifestantes chegaram a usar mulheres como "escudo humano" para impedir a entrada da cavalaria da PM no local.

Durante o protesto, o comandante do Batalhão de Choque, coronel Waldir Soares Filho, ficou ferido na perna. "Agora a briga é com a PM", avisou o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte, ao saber da agressão. Ele foi ao pátio da corporação com colete a prova de balas e bloqueou com carro a saída do QG e alertou que todos seriam presos se não deixassem o quartel. No dia seguinte, o governo do Rio de Janeiro divulgou que 439 bombeiros foram presos por participação no protesto. Eles responderão pelos crimes de motim, dano ao aparelhamento militar (carros e mobiliário), dano a estabelecimento (quartel) e inutilização do meio destinado a salvamentos (impedir que carros saíssem para socorro). Dados oficiais apontam que os manifestantes danificaram viaturas, arrombaram portas do quartel e saquearam alimentos.

Os protestos de guarda-vidas começaram em maio, com greve que durou 17 dias e levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo revogada pela Justiça. Os bombeiros alegavam não ter recebido contraproposta do Estado sobre a reivindicação de aumento do piso mínimo para R$ 2 mil. Segundo ele, os profissionais recebem cerca de R$ 950 por mês.

Veja imagens dos protestos dos bombeiros no Quartel Central da corporação: