Agetransp abre processo sobre acidente na estação de Costa Barros

RIO - "Deus nos protegeu. Só machuquei o pé e minha filha não se machucou". Esta foi a frase de alívio da professora Solange Dias Pereira, de 38 anos, que teve seu carro atingido por um trem do ramal Saracuruna, quando ia para o trabalho, na manhã desta quinta-feira (5). A mulher levava sua filha Clara Luiza, de um 1 e 3 meses, quando o veículo em que estavam quase foi colhido pelo trem.

Segundo Solange, o carro parou quando ela cruzava a linha do trem. Ao ver o veículo se aproximar, ela foi para o banco de trás para tentar tirar a bebê da cadeirinha. Quando percebeu que não seria possível fazer isso e sair antes de o trem atropelar seu carro, a professora apenas abraçou sua bebê. Solange teve lesões em um dos pés, mas as duas passam bem e seguem internadas no  Hospital Albert , em Realengo (Zona oeste do Rio). 

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro  (Agetransp) informa que instaurou processo regulatório após o acidente no ramal Belford Roxo da Concessionária SuperVia. Houve uma batida entre um trem, que seguia em direção à Central do Brasil, e um veículo de passeio, na passagem de nível na altura da estação Costa Barros.

O tráfego de passageiros ocorre com atraso, mas não foi interrompido. A Agetransp enviou fiscais ao local para fazer a perícia.

O acidente

Um trem do ramal de Belford Roxo bateu em um carro na passagem de nível da estação de Costa Barros, no Rio. O acidente ocorreu na Estrada de Camboatá. O veículo foi arrastado pelo trem, que seguia da Baixada Fluminense para a Central do Brasil, por mais de 30 metros.

Os passageiros do trem desceram com auxílio de escadas e, muitos, seguiram pelos trilhos até a próxima estação onde pegaram outras composições.

Uma mulher e uma criança que estavam no carro ficaram feridas e foram atendidas no local e depois levadas para o Hospital Albert Schweitzer. 

Muitos curiosos acompanharam a movimentação. Os demais trens continuaram circulando e passaram pelo local com velocidade reduzida.

A SuperVia informou que a circulação do ramal não foi interrompida. Os trens seguem pela linha 1, uma linha auxiliar. Ainda segundo a concessionária, a passagem de nível onde ocorreu o acidente é oficial e possui sinalização visual e luminosa conforme as normas da ABNT.