Vazamento em Niterói traz a tona histórias de quem trabalha no esgoto

Operários falam da rotina e da paranoia com a higiene pessoal

 

Os cerca de 5 milhões de litros de esgoto que que vazaram bem no Centro de Niterói no último domingo traumatizaram a população local e não apenas os dez feridos no tsunami de dejetos – dois em estado grave. O mau cheiro e a quantidade de sujeira causaram repugnância e  asco, mas existem operários que convivem diariamente com esse universo repulsivo do qual a maioria da população quer distância. 

Muitos desses heróis anônimos são funcionários da Nova Cedae, empresa responsável pela coleta e destinação do esgoto. O Jornal do Brasil os acompanhou pelos bueiros e galerias das ruas da Zona Sul do Rio de Janeiro, e agora mostra os ossos desse ofício penoso e mal cheiroso.

Mau cheiro atrapalha com família e namoradas

Em um bueiro na esquina das Avenidas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva, duas das mais movimentadas e luxuosas do Leblon (Zona Sul), Marcos Antônio da Silva, de 57 anos – 21 deles na Cedae – relembra o dia em que, depois de desentupir a rede de esgoto, obstruída pelo lançamento irregular de uma caixa de gordura, precisou dar um pulo no  supermercado:

– Na fila do caixa, chegou uma senhorinha e começou a reclamar do cheiro. Nem sei se era eu, ou problema no mercado mesmo, mas fiquei preocupado de estar incomodando. Saí de fininho – recorda.

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