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Secretária diz que escolas do município incentivam a tolerância e a diferença

Candomblecista diz que intolerância foi a maior causa do massacre de Realengo

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Um dos convidados a participar do culto inter-religioso em memória às 12 vítimas mortas há seis dias na Escola Tasso da Silveira, em Realengo (Zona Oeste do Rio), o candomblecista Ivanir dos Santos disse, disse, durante a cerimônia, que a grande causa da tragédia de Realengo foi a intolerância de Wellington Menezes de Oliveira (24), o atirador responsável pelo massacre no colégio.

Segundo ele, a escola deve servir para combater qualquer tipo de intolerância, seja religiosa ou de outra natureza, tornando-se o espaço de incentivo às diferenças.

Imediatamente depois de sua declaração, a secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, disse, ao microfone, que as escolas do município sempre incentivaram as diferenças entre os alunos, e que a tolerância tem sido "a primeira lição aprendida na escola". Ela foi uma das representantes convidadas a participar da celebração na manhã desta quarta-feira (13).  

>> Confira imagens da celebração em memória das vítimas de Realengo

Ao final de sua participação, Ivanir dos Santos aproveitou para pedir uma campanha de desarmamento no país. A intenção é evitar outros massacres como o de Realengo.

"É necessário não só fazer uma campanha para que desarmemos o Brasil, mas a necessidade maior é a de convencermos a todos que, por caminhos diferentes, podemos chegar ao Criador. O momento pede que seja implantada uma cultura de aceitação com o que é diferente da gente", finalizou o líder religioso, em referência ao seu trabalho junto à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que busca amenizar o preconceito entre as religiões e culturas distintas.

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