Quinto policial suspeito de tortura se entrega na Zona Sul do Rio

O quinto policial civil da 10ª DP (Botafogo) suspeito de ter agredido e torturado o funcionário de um ferro-velho para que o homem acusasse seu patrão de receptação de carros roubados, se entregou na tarde desta quarta-feira (6), na Divisão Antissequestro (DAS), no Leblon (Zona Sul do Rio).

Mais cedo, quatro dos cinco policiais civis apontados como torturadores foram presos no início da manhã. As informações foram divulgadas pelo Corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano. A ação para cumprir os mandatos de prisão foi iniciada às 5h30.

A prisão temporária dos cinco policiais que teriam torturado o funcionário do ferro-velho para obrigá-lo a incriminar seu patrão pelos crimes de receptação de veículos e roubo de peças de automóveis foi decretada pelo juiz Luciano Silva Barreto, da 9ª Vara Criminal. O magistrado aceitou um pedido que havia sido feito pelo Ministério Público.

No dia 31 de março, depois das acusações contra os policiais civis terem sido divulgadas pela imprensa, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha pediu o afastamento dos cinco policiais suspeitos e também do delegado titular da 10ª DP, José Pires Lage. Martha baseou sua decisão num relatório emitido pela Corregedoria da Polícia Civil sobre o episódio.

Os presos estão na corregedoria e, amanhã, devem ser encaminhados à penitenciária Bangu 8.

O alicate com o qual a vítima teria sido torturada, sobretudo no pênis, foi recolhido e passa por laudo pericial. O resultado do exame é aguardado pelo corregedor. O reconhecimento dos suspeitos, até agora, foi feito por intermédio de fotos. Mas, segundo a corregedoria, haverá também o reconhecimento pessoalmente.