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Sete patrulheiros rodoviários já foram presos em operação da PF

Agentes cumprem dez mandados de prisão e 20 de busca e apreensão

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RIO - Cerca de 200 policiais federais estão nas ruas para cumprir dez mandados de prisão e 20 de busca e apreensão contra patrulheiros rodoviários federais envolvidos em corrupção no Rio de Janeiro. Alguns imóveis, que seriam de uso dos suspeitos, estão sendo vasculhados. Sete já foram presos até o momento.

A Operação Pisca-Alerta foi deflagrada nos municípios do Rio, Itaguaí e Angra dos Reis e pretende prender policiais rodoviários responsáveis pela fiscalização na BR-101 Sul (Rio-Santos).

De acordo com a PF, um mandado de prisão foi cumprido no Posto da Polícia Rodoviária Federal de Angra dos Reis. Agentes da Corregedoria e do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal também participam da ação. Os presos serão levados para a sede da Superintendência da PF no Rio, na Praça Mauá, no Centro.

Em setembro de 2010, após denúncia do Ministério Público, toda a cúpula da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro foi afastada por suspeita de corrupção. Agentes foram acusados de envolvimento em esquema de liberação de veículos apreendidos em situação irregular na Via Dutra.

A ação desta sexta-feira é uma continuidade da Operação Guilhotina, iniciada há cerca de um mês e meio, na qual foram presos 38 policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com milícias, tráfico de drogas e armas e exploração de máquinas de caça-níqueis.

Na época foi preso, inclusive, o ex-subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Oliveira. A prisão do delegado acabou provocando a saída do então chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

 

PRF divulga nota sobre as prisões

A Polícia Rodoviária Federal divulgou nota, ressaltando que as prisões ocorridas nesta manhã são fruto de investigações e ações integradas entre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Os fatos que geraram as prisões ocorreram nos exercícios de 2009 e 2010. Procedimentos desta natureza  fazem parte de um processo de crescimento institucional e aprimoramento do serviço policial prestado à sociedade.

"A PRF tem se  empenhado em controlar os desvios de conduta de seus servidores a fim de que casos como estes tendam a diminuir cada vez mais. Para isto, tem sido realizados treinamentos constantes sobre a área correcional com  foco na responsabilidade ética do agente da lei e sua representação diante da população", acrescenta a nota.

Ainda segundo a PRF, as prisões foram realizadas respeitando todas as garantias legais que amparam qualquer cidadão brasileiro e representam a parte final de um longo processo investigativo. "Entendemos que estas são ações necessárias não só para afastar maus policiais mas também para exemplificar de maneira eficaz a posição da 5ª SRPRF no Rio de Janeiro em relação a qualquer desvio de conduta cometido por seus servidores", conclui.